- A CADE abriu procedimento administrativo, em 11 de maio de 2026, para apurar a venda da mineradora Serra Verde, em Minaçu (GO), para a empresa norte‑americana USAR (USA Rare Earth, Inc).
- A compra cria uma empresa multinacional de exploração de terras-raras atuando no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa; o acordo prevê fornecimento à SPV por 15 anos, financiado por diversas agências do governo dos EUA.
- O negócio envolve 100% da produção da Fase I da Serra Verde, com preços mínimos garantidos.
- O processo analisa se a compra e o acordo configuram ato de concentração e se haveria necessidade de notificação para verificar impactos concorrenciais.
- As terras-raras, tema discutido entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump em 7 de maio, são essenciais para ímãs de alto desempenho e veículos elétricos.
A CADE abriu um procedimento administrativo para apurar a venda da mineradora Serra Verde, de Minaçu (GO), para a empresa norte-americana USAR (USA Rare Earth, Inc). A decisão ocorreu na segunda-feira, 11 de maio de 2026, e mira possíveis impactos concorrenciais da operação.
A compra envolve 100% da produção da Fase I da Serra Verde, com um acordo de fornecimento que garante abastecimento à USAR por 15 anos, por meio de uma Empresa de Propósito Específico (SPV) capitalizada por agências do governo dos EUA. O objetivo é entender se a operação configura ato de concentração e exige notificação para avaliação de impactos no mercado.
A Serra Verde é voltada à exploração de terras-raras, 17 minerais estratégicos para a transição energética. Embora presentes no Brasil, as terras-raras demandam processos de extração complexos. O tema ganhou relevância após ter sido listado entre os assuntos discutidos no encontro entre os presidentes Lula e Trump, na Casa Branca, em 7 de maio.
Detalhes da apuração e contexto
A apuração busca verificar se a venda da mineradora e o acordo de fornecimento configuram concentração econômica relevante. Se confirmado, pode haver exigências de avaliação de impactos concorrenciais e de notificações adicionais. A CADE não anunciou conclusão ou medidas imediatas.
A operação pode ampliar a presença internacional de atividades de terras-raras no Brasil, com participação potencial de governos estrangeiros na estrutura de financiamento e fornecimento. O caso é acompanhado em fontes oficiais da CADE, que não revelou prazos para a conclusão do procedimento.
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