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Carne bovina brasileira para a China atinge metade da cota e teme tarifa

Exportações brasileiras de carne bovina para a China alcançam 50% da cota; setor teme tarifa de 55% e queda de cerca de 10% em 2026

Setor projeta queda de cerca de 10% nas exportações de carne bovina brasileira em 2026 devido às medidas de salvaguarda chinesas.
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  • As exportações brasileiras de carne bovina para a China atingiram cerca de 50% da cota estabelecida pelo país asiático até o momento.
  • No final de dezembro, Pequim anunciou que países que excederem a cota seriam taxados em 55%.
  • A China é o principal destino da carne brasileira, respondendo por aproximadamente 70% das exportações do setor.
  • Especialistas projetam queda de cerca de 10% nas exportações brasileiras para a China em 2026, devido às salvaguardas chinesas.
  • O setor busca diversificar mercados (Egito, Chile e Estados Unidos ganham espaço) e acompanha negociações com Pequim para evitar tarifas adicionais.

A China está levando a sério o controle de importações de carne bovina brasileira. Dados do Ministério da Agricultura apontam que o Brasil já exportou cerca de 50% da cota anual para o país, até o momento. Essa marca é menor do que a registrada no mesmo período de 2025 e acende o sinal de alerta entre os produtores.

No fim de dezembro, Pequim informou que países que ultrapassassem a cota seriam taxados em 55%. A medida tem o objetivo de limitar o volume de compras e proteger a indústria local, mas aumenta a apreensão entre exporters brasileiros caso haja rompimento da cota.

Especialistas avaliam que as exportações do setor para a China podem cair cerca de 10% em 2026 por causa das salvaguardas. A China responde por aproximadamente 70% das vendas externas de carne bovina do Brasil.

Diversificação de mercados

O setor busca reduzir a dependência da China. Países como Egito, Chile e Estados Unidos têm mostrado evolução nas exportações brasileiras, ainda sem substituir completamente o mercado chinês.

O governo brasileiro permanece em negociação com Pequim para evitar tarifas adicionais e manter o fluxo de exportações. Enquanto isso, produtores aguardam uma definição sobre o limite de cota e novas medidas de salvaguarda.

Por Folhapress

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