- Entre janeiro e março de 2026, foram registrados 1,697 milhão de casamentos oficiais na China, queda de 6,24% ante o mesmo período de 2025 (1,81 milhão).
- Esse foi o menor total para o primeiro trimestre desde 2020, quando houve 1,557 milhão de casamentos durante o início da pandemia.
- Governos locais adotaram políticas pró-casamento no ano passado, incluindo licença matrimonial estendida, recompensas em dinheiro, vouchers de consumo e menos restrições de onde casar.
- Em 2025, os registros de casamento chegaram a 6,763 milhões, alta de 10,76% em relação a 2024; foram registrados ainda 2,743 milhões de divórcios.
- O recuo de casamentos é visto como reflexo da queda da fecundidade e pode impactar a economia a longo prazo, com menor força de trabalho e maior pressão sobre previdência e saúde.
O Ministério dos Assuntos Civis informou que, entre janeiro e março de 2026, foram realizados 1,697 milhão de casamentos oficiais na China, queda de 6,24% em relação ao mesmo período de 2025. A informação acompanha o recuo observado em território chinês neste começo de ano.
Ainda segundo o órgão, o primeiro trimestre de 2026 registrou o menor total para um período equivalente desde 2020, quando houve queda associada à pandemia. Em 2025, a China já havia mostrado recuperação com políticas pró-casamento.
A retração ocorre em meio a mudanças promovidas no último ano para simplificar o registro e ampliar a digitalização. Essas medidas incluíram redução de burocracias e facilidades de registro, além de alterações sobre onde casais podem formalizar a união.
Contexto institucional
Políticas locais passaram a oferecer licença matrimonial estendida, recompensas em dinheiro e vouchers de consumo para estimular os matrimônios. Também houve flexibilização de regras sobre o retorno aos locais de origem para o registro formal.
No ano passado, o registro de casamentos na China atingiu 6,763 milhões, alta de 10,76% na comparação com 2024. Em contrapartida, foram registrados 2,743 milhões de divórcios, conforme dados oficiais.
Especialistas apontam que a continuidade de baixos níveis de casamento pode exercer pressão demográfica e financeira no longo prazo, com impactos potenciais na força de trabalho, previdência e despesas com saúde.
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