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CEO do BTG prevê aumento de provisões em crédito ao consumidor alinhado ao setor

BTG Pactual prevê aumento de provisões no crédito ao consumidor, em linha com o setor corporativo; Sallouti diz que a adaptação pode levar mais alguns trimestres

Roberto Sallouti, presidente do BTG Pactual — Foto: Carol Carquejeiro/Valor.
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  • O BTG Pactual espera aumento nas provisões para crédito ao consumidor, alinhado ao que ocorre no setor corporativo.
  • O CEO Roberto Sallouti afirmou que isso provavelmente demorará mais alguns trimestres, devido às orientações do governo que ajudam o consumo.
  • O governo lançou o Desenrola, programa de facilitação na renegociação de dívidas para quem ganha até cinco salários mínimos.
  • O banco adotou postura mais conservadora na concessão de crédito e o portfólio tem apresentado desempenho melhor do que o esperado; não há sinais de preocupação com linhas de crédito a empresas com garantia do governo.
  • O BTG informou lucro líquido ajustado de R$ 4,808 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e receita de R$ 9,968 bilhões; CFO destacou a possibilidade de retomada do mercado de emissões de ações, citando a Compass IPO.

O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirmou em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre que o banco deve aumentar as provisões para perdas em crédito ao consumidor, alinhado ao que ocorre no setor corporativo. A mensagem foi apresentada após a divulgação dos números do trimestre.

Sallouti ressaltou que o ajuste pode demorar mais alguns trimestres, levando em conta as orientações atuais do governo que, segundo ele, continuam a estimular o consumo. O governo lançou o Desenrola, programa de renegociação de dívidas para quem ganha até cinco salários mínimos.

O executivo informou ainda que o BTG adotou uma postura mais conservadora na concessão de crédito, em especial para diferentes segmentos, e que o portfólio tem apresentado desempenho melhor do que o esperado. Não houve exposição relevante a eventos de crédito no setor corporativo do trimestre.

Resultados financeiros e operações

Durante a apresentação, o CFO Renato Cohn destacou a participação do BTG na coordenação da primeira IPO no Brasil desde 2021, a Compass, controlada pela Cosan. O banco acredita que o mercado de emissões pode retomar no terceiro trimestre.

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado recorde de 4,808 bilhões de reais no 1T26, alta de 4,3% ante o trimestre anterior e 42,3% vs o 1T25. A receita total ficou em 9,968 bilhões de reais, com avanço de 0,8% no trimestre e 34,3% ano após ano, inclui a consolidação do Banco Pan.

O retorno ajustado sobre o patrimônio, o ROAE, ficou em 26,6%, frente 27,6% no 4T25 e 23,2% no 1T25. Os gestores destacaram que o portfólio permanece sólido e que a carteira vem se descolando de pressões de curto prazo.

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