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Consórcio é opção frente a juros altos

Com juros elevados e crédito restrito, consórcios ganham força, com imóveis liderando o crescimento e cashback atraindo compradores

Planejamento financeiro é essencial antes de assumir um consórcio - (crédito: EdiCase)
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  • O cenário macro segue com juros altos: Selic em 14,50% ao ano e projeções de manutenção em dois dígitos até 2029, conforme o Boletim Focus.
  • O consórcio ganha espaço como alternativa sem juros, com 12,75 milhões de participantes ativos em dezembro de 2025, alta de 13,8%.
  • No imobiliário houve alta de 32,7% em 2025; no setor automotivo, o crescimento foi de 9,2% (leves avançaram 11,3%).
  • Em 2025 foram vendidas 5,16 milhões de cotas no sistema, aumento de 15,1%; janeiro de 2026 registrou recorde de 476 mil cotas, impulsionadas pelo imobiliário (+22,4%).
  • Empresas como QuintoAndar e Disal Consórcio ampliam atuação no setor, oferecendo benefícios como cashback e sem entrada, mas especialistas alertam que o consórcio exige planejamento e pode não ser ideal para todos os perfis.

O consórcio surge como alternativa frente a juros altos e crédito mais restrito no Brasil. Mesmo com a redução de 0,25 ponto na taxa Selic, a taxa básica segue em 14,50% ao ano, devendo ficar em dígito duplo até 2029, segundo o Boletim Focus.

A desaceleração da demanda pode pressionar preços de imóveis para baixo, abrindo espaço para alternativas de compra sem financiamento tradicional. Dados da Abac mostram crescimento de participantes ativos em 2025, atingindo 12,75 milhões em dezembro.

A modalidade imobiliária registrou alta de 32,7% frente a 2024, enquanto o consórcio automotivo subiu 9,2%, com destaque para veículos leves. Em 2025, o total de cotas vendidas no país chegou a 5,16 milhões, 15,1% acima de 2024.

O mês de janeiro de 2026 mostrou recorde de vendas de cotas, com 476 mil unidades, impulsionado pelo crescimento imobiliário de 22,4%. Economista da Abac, Luiz Barbagallo, vê o consórcio como disciplina financeira com baixo custo final.

Automotivo

No mercado automobilístico, o consórcio segue líder em cartas de crédito. Em 2025, foram vendidas 3,5 milhões de cotas, com especial atração entre jovens que buscam o primeiro carro. A Disal Consórcio aponta crescimento de 87% entre clientes de 19 anos de 2022 a 2025.

O executivo Fábio Augusto destaca a digitalização como chave para o público jovem e orienta o planejamento, com definição prévia do valor da cota para evitar surpresas na contemplação. A empresa mantém 1,2 mil pontos de venda no Brasil.

Apesar do apelo, o diretor ressalta que o consórcio exige planejamento e avaliação prévia. Mesmo com juros mais baixos ao contemplado, a compra depende da escolha do bem e do orçamento do comprador.

Iniciativas

O setor atraiu novos players para vender cotas, com foco em formação de consultores de consórcios. A Referência Capital lançou o Consórcio Club para capacitar profissionais e já reúne mais de 3 mil alunos, com atuação de grandes escritórios, como XP Investimentos e BTG Pactual.

Executivo afirma que presença digital é essencial para credibilidade. O consumidor deve encontrar conteúdo educativo antes de decidir, criando autoridade e confiança no mercado. A estratégia busca ampliar o alcance sem depender apenas do boca a boca.

Cuidados

Especialistas alertam que o consórcio é compra futura, não empréstimo, com taxa de administração mensal. O custo costuma ficar abaixo de juros bancários, mas requer disciplina para quem não tem urgência pela aquisição.

A orientação é observar o grupo de consórcio, comparar condições e verificar a credibilidade da administradora. Planejamento detalhado evita frustrações com prazos longos ou valores incompatíveis.

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