- O Asset Bank, grupo criado em 2013 por ex-executivos de bancos, mira chegar a R$ 8 bilhões em recursos administrados até o fim de 2026, vindo de pouco mais de R$ 5 bilhões hoje; o agro responde por pouco mais de R$ 3 bilhões, com meta de R$ 3,5 bilhões neste ano.
- O banco atua no crédito ao agro principalmente por meio de FIDCs, que captam recursos de investidores e compram recebíveis ou antecipam dinheiro; o produto Campo Arado empresta diretamente ao produtor para custeio, investimento ou antecipação de recebíveis, aberto em outubro de 2025 e já acima de R$ 100 milhões, com potencial de chegar a R$ 600 milhões neste ano.
- Estuda, para o segundo semestre, um fundo de terras voltado à compra de propriedades de grupos em recuperação judicial, com regiões já mapeadas para atuação.
- A cooperativa Agrária investe R$ 49,8 milhões para aumentar em cerca de 25% a capacidade de produção de malte para cervejarias no Paraná, modernizando armazenagem de cevada e trigo, com expectativa de elevar a receita em R$ 350 milhões por ano.
- A Supra Sementes zerou a oferta inicial de dois híbridos de milho voltados ao mercado subtropical e já negocia 40 mil sacas; prevê 4% de participação no mercado de milho no Sul do país, com investimentos em ciência e tecnologia equivalentes a 12% do faturamento líquido.
O Asset Bank, grupo criado em 2013 por ex-executivos de bancos em São Paulo, projeta chegar a 8 bilhões de reais em recursos administrados até o fim de 2026, ante pouco mais de 5 bilhões hoje. Do total, pouco mais de 3 bilhões estão ligados ao agronegócio. A meta para este ano é de 3,5 bilhões em crédito ao setor.
A instituição utiliza estruturas de fundos de investimento em direitos creditórios, os FIDCs, para captar recursos e financiar recebíveis de empresas como agroindústrias, insumos, máquinas e logística. O objetivo é sustentar o crescimento com maior seletividade bancária na concessão de crédito.
Campo Arado ganha destaque na atuação do grupo: trata-se de um fundo aberto, criado em outubro de 2025, que empresta diretamente ao produtor para custeio, investimentos ou antecipação de recebíveis. O patrimônio já supera 100 milhões de reais e pode chegar a 600 milhões neste ano.
Para o segundo semestre, o Asset Bank estuda lançar um fundo de terras voltado à compra de propriedades de grupos em recuperação judicial. Gustavo Assis, CEO, afirma que já há regiões com oportunidades mapeadas para entrar no mercado quando o cenário financeiro permitir.
Além disso, a cooperativa Agrária planeja investir 49,8 milhões de reais para ampliar em cerca de 25% a capacidade de produção de malte, no PR, de 360 mil toneladas anuais. Parte dos recursos modernizará armazenagem de cevada e trigo.
O aporte da Agrária será financiado pelo BNDES, por meio de programas de desenvolvimento cooperativo e de armazéns. Aloizio Mercadante, presidente do banco, ressalta que uma agroindústria mais eficiente está alinhada à política industrial do governo.
A Supra Sementes, marca do grupo GDM, anunciou a zeragem da oferta inicial de dois híbridos de milho para o mercado subtropical e já iniciou a produção de novos lotes. Em dias, a empresa vendeu cerca de 40 mil sacas, segundo a comissão.
A companhia projeta chegar a 4% de participação no mercado de milho nos estados do Sul, considerando duas safras. O plano de expansão aposta em investimentos de aproximadamente 12% do faturamento líquido em ciência e tecnologia.
Nesta semana, o setor agro participa do São Paulo Innovation Week, com o tema O futuro do agro. O evento, com 80 palestrantes e 25 painéis, acontece na Arena Pacaembu, com apoio da Broadcast, a partir de quarta-feira.
Entre na conversa da comunidade