- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, com a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, a Petrobras precisará reavaliar continuamente os preços dos combustíveis.
- A declaração ocorreu após reunião dele com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em Brasília.
- Durigan destacou que a defasagem de preços entre diesel e gasolina em relação aos padrões internacionais é responsabilidade da estatal, e que o governo precisa de mecanismos adicionais.
- Ele disse que o Estado deve se preparar para não ser “sócio da guerra”, mantendo a gestão de preços, mas buscando ajustes de políticas públicas.
- O ministro pediu que o Congresso vote ainda nesta semana o projeto de lei complementar que permite converter o aumento de receita extraordinária do petróleo em redução de tributos sobre combustíveis.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que a Petrobras precisará reavaliar continuamente os preços dos combustíveis, em função da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A declaração foi divulgada pelo G1 após o encontro dele com Magda Chambriard, presidente da estatal, em Brasília.
Durigan explicou que a defasagem atual de preços não é uma decisão da estatal, mas um tema de gestão que exige ajustes frequentes. Ele mencionou a necessidade de o Estado manter mecanismos adicionais para acompanhar a política de preços, destacando que o Brasil não pode se tornar parceiro da guerra.
O ministro destacou que o Congresso deve votar, ainda nesta semana, o projeto de lei complementar que permitirá converter a receita extraordinária obtida com o petróleo em redução de tributos sobre combustíveis. O governo espera que a votação ocorra tanto na Câmara quanto no Senado.
Contexto econômico
Segundo Durigan, a escalada do petróleo pode exigir ajustes adicionais nos preços praticados pela Petrobras, com foco em manter equilíbrio entre disponibilidade de combustível e responsabilidade fiscal. A equipe econômica busca caminhos para mitigar impactos sobre consumidor e empresas.
Magda Chambriard reiterou que a estatal atuará conforme a política de preços definida pela gestão, avaliando cenários de mercado e impactos operacionais. A reunião teve como objetivo alinhar ações entre governo e Petrobras diante do cenário externo.
O ministro enfatizou a necessidade de acelerar a tramitação do PLC que transforma acreção de receita em alivios tributários para combustíveis, destacando ganhos para consumidores caso a lei seja aprovada rapidamente.
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