- A Scribe, startup de São Francisco fundada em 2019 por Jennifer Smith, desenvolve uma extensão de navegador que grava telas dos funcionários para treinar IA.
- O software gera guias passo a passo e tutoriais com capturas de tela, anotações e instruções, além de ensinar agentes de IA como as pessoas trabalham.
- São quase 80 mil clientes, incluindo LinkedIn, HubSpot e T-Mobile; a empresa atingiu mais de US$ 100 milhões em receita recorrente anual em abril, com mais de 6 milhões de funcionários usando o aplicativo.
- A empresa oferece dois produtos: Scribe Capture (captura fluxos de trabalho para transformar em guias) e Scribe Optimize (analisa dados para encontrar ineficiências) com coleta de dados anonimizados em nível de equipe.
- A Scribe afirma não monitorar indivíduos nem atividades pessoais; o objetivo é mapear o trabalho para melhorar processos, com contratos que vão desde US$ 20 por assinatura até valores de cinco a sete dígitos.
A startup Scribe, criada em 2019 por Jennifer Smith, desenvolve uma extensão de navegador que grava o trabalho dos funcionários nos laptops para treinar IA. O objetivo é mapear passos e fluxos, gerando guias com instruções claras, capturas e anotações.
A empresa, sediada em São Francisco, afirma que o software observa atividades de equipes para entender processos repetitivos e orientar melhorias. O foco é medir o trabalho, não rastrear pessoas de forma individual.
Duas a três informações sobre Smith e a origem da Scribe aparecem de imediato: Smith deixou a McKinsey após mais de 15 anos no setor e criou a startup com o cofundador Aaron Podolny, buscando explorar IA para mapear atividades.
Crescimento e impacto no mercado
Hoje, a Scribe atende cerca de 80 mil clientes, incluindo LinkedIn, HubSpot e T-Mobile, com guias que ajudam a treinar novos colaboradores em fluxos complexos. A empresa relata receita recorrente anual superior a US$ 100 milhões em abril, com mais de 6 milhões de funcionários tendo o aplicativo em seus laptops.
O software opera com modelos de IA baseados em OpenAI, Anthropic e Google, registrando cerca de 15 milhões de fluxos de trabalho em 40 mil aplicativos de negócios. A Scribe já capturou dados de uso em ambientes de trabalho, preservando anonimização por meio da agregação de tendências de equipe.
Produtos e visão
A oferta é composta pelo Scribe Capture, que transforma fluxos em guias, e pelo Scribe Optimize, que identifica ineficiências a partir dos dados coletados. A empresa enfatiza que o objetivo é mapear o trabalho, não o comportamento individual, mantendo confidencialidade de atividades não relacionadas ao trabalho.
Vigilância, privacidade e reação do mercado
Especialistas costumam discutir o uso de ferramentas que monitoram o trabalho para aumentar a produtividade. Em paralelo, empresas como Meta anunciaram rastreamento de atividades para treinar IA, o que reacende debates sobre privacidade. Clientes da Scribe destacam transparência sobre o que é monitorado e a opção de não participar.
Glenn Vanderlann, da Klaviyo, afirma que transparência é essencial para a adesão ao uso da ferramenta. Outro investidor, Mike Dauber, compara o mapeamento de atividades ao estágio inicial de mapeamento para carros autônomos, ressaltando que a automação depende de entender os processos.
— Observação: reportagem baseada em informações da Forbes, com foco em dados de uso, impacto no mercado e posicionamento da empresa.
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