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Elo7 chega ao fim: relembre a história da empresa criada por casal para artesãos

Elo7 encerra operações após revisão estratégica da Enjoei, citando competição acirrada e custos de aquisição elevados

Plataforma Elo7 foi fundada em 2008 e descontinuada nesta segunda-feira, 11 de maio — Foto: Magnific
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  • Elo7, fundado em dois mil e oito pelo casal Juliano e Mônica Ipolito, encerrou atividades em 11 de maio; não é mais possível realizar novas compras ou vendas na plataforma.
  • A Enjoei, que detinha o Elo7, afirmou que a decisão saiu de um rigoroso processo de revisão estratégica e de alocação de capital, diante de um cenário competitivo com grandes players de e-commerce.
  • Histórico do Elo7: em dois mil e onze Carlos Curioni tornou-se CEO; até dois mil e vinte e três houve várias rodadas de investimento, com participação de Accel Partners, Insight Partners e Monashees; em dois mil e vinte e um a Etsy comprou a plataforma por US$ dois hundred e seventeen milhões.
  • A Enjoei comprou o Elo7 em meados de dois mil e vinte e três por R$ vinte e seis milhões; o Elo7 tinha cerca de 3,6 milhões de transações, 1,6 milhão de compradores ativos e mais de 50 mil vendedores.
  • No quarto trimestre de dois mil e vinte e cinco, o Elo7 registrou receita líquida de R$ 15,1 milhões (-39,5% ante o mesmo período de um ano antes) e 487 mil itens transacionados; a receita do grupo Enjoei foi de R$ 64,6 milhões (-5,3%).

O Elo7 encerrou suas atividades após 18 anos de operação. Fundada em 2008 pelo casal Juliano e Mônica Ipolito, a plataforma de artesanato passou por gestão profissionalizada, foi vendida a uma empresa estrangeira e hoje está sob o controle da Enjoei. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11/5) por meio do site oficial.

A empresa nasceu para apoiar artesãos na divulgação e venda online. No segundo ano, já somava 100 mil produtos vendidos e 10 mil vendedores cadastrados, conforme apuração de veículos de imprensa. Em 2011, Carlos Curioni assumiu a presidência, cargo mantido até 2023.

Em 2021, a Etsy comprou o Elo7 por US$ 217 milhões, cerca de R$ 1 bilhão. Dois anos depois, em meados de 2023, a Enjoei adquiriu a plataforma por R$ 26 milhões. Na época, o Elo7 registrava GMV de aproximadamente R$ 500 milhões e mais de 3,6 milhões de transações.

A Enjoei informou que a decisão de encerrar o Elo7 decorre de um processo estratégico, com foco na plataforma principal do grupo e na alocação de capital. A empresa afirmou ainda que o contexto de competição elevou custos de aquisição de clientes e impôs barreiras de escala.

Contexto histórico

O Elo7 apresentou, no quarto trimestre de 2025, receita líquida de R$ 15,1 milhões, queda de 39,5% ante o mesmo período de 2024, com 487 mil itens transacionados. O lucro bruto ficou em R$ 8,9 milhões no trimestre, menor em 42,6%.

Ao conjunto do Grupo Enjoei, as receitas do trimestre somaram R$ 64,6 milhões, recuo de 5,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024. A empresa disse que o encerramento busca simplificar operações e direcionar recursos para a monetização da Enjoei, a plataforma principal do grupo.

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