- Larry Fink, CEO da BlackRock, disse estar mais otimista com a IA do que há três e há cinco anos, destacando ganhos de longo prazo e potencial deflacionário.
- Afirmou que os lucros das empresas estão acima das estimativas e as margens melhoraram com a IA, e que não há “bolha”, apenas demanda maior que a oferta.
- O Brasil poderia se beneficiar com o aumento da oferta de energia impulsionado pela IA, em cenário de demanda global, com destaque para a China; o país também é visto como aberto à tecnologia.
- Fink elogiou o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, e disse ter inveja do progresso tecnológico do Brasil.
- Citou a necessidade de contas de crianças para estimular investimentos de jovens e destacou a importância de infraestrutura para digitalização e descarbonização, com grandes potências de investimento.
O CEO e presidente do conselho da BlackRock, Larry Fink, manifestou grande otimismo com as oportunidades trazidas pela inteligência artificial. Em Nova York, durante evento promovido pela BlackRock e pela AmCham, com apoio do Valor, ele afirmou que a IA pode ter efeito deflacionário e ampliar ganhos para a economia brasileira.
Fink reconheceu desafios de curto prazo ligados à IA e a outros fatores geopolíticos, como a guerra no Irã, mas destacou um cenário positivo de longo prazo para investidores. Segundo ele, os lucros corporativos superam projeções, as margens melhoram e a IA deve trazer avanços na saúde.
O executivo criticou a ideia de uma bolha de IA, dizendo que a demanda oscila acima da oferta, gerando pressão por suprimentos. Para ele, o Brasil pode se beneficiar com o aumento na oferta de energia, diante da demanda com IA, especialmente em comparação com a China, que se prepara para atender esse mercado.
Além disso, Fink ressaltou a abertura brasileira para a tecnologia, citando o Pix como exemplo de inovação bemsucedida. Em meio a incertezas globais, ele enfatizou a necessidade de sistemas de aposentadoria individualizados, com o próprio beneficiário atuando como investidor ativo.
Perspectivas para a inclusão financeira e infraestrutura
Fink apontou a contratação de infraestrutura maciça para a digitalização e descarbonização, estimando investimentos da casa dos trilhões de dólares, incluindo milhares de bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos. Ele destacou a importância de contas para crianças, para estimular participação precoce no investimento.
Paralelamente, o executivo comentou sobre mudanças políticas na América Latina, citando Venezuela e Argentina como exemplos de governos que vêm se alterando nos últimos 15 anos. O tom foi de provável evolução institucional, ainda que sem detalhar prazos ou ações específicas.
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