- Stephen A. Schwarzman, CEO da Blackstone, disse que quase chorou ao perder o capital investido na Edgcomb Steel, nos anos oitenta.
- Esse episódio ajudou a entender a importância de ter processos rigorosos, não apenas entusiasmo, para gerir investimentos.
- A Blackstone, que começou com US$ 400 mil, hoje administra cerca de US$ 1 trilhão em ativos.
- A empresa passou a usar comitês de investimento para debater detalhadamente negócios complexos.
- A lição para líderes é que contratempos podem estimular a construção de uma cultura de excelência.
No mundo da gestão de ativos, a reputação é crucial. Stephen A. Schwarzman, cofundador e CEO da Blackstone, revelou que quase perdeu todo o capital de investidores em meados dos anos 1980, em razão de uma aposta mal sucedida na Edgcomb Steel. O episódio quase o fez chorar, mas acabou se tornando a base da estratégia da empresa.
Schwarzman deixou o Lehman Brothers para fundar a Blackstone com cerca de US$ 400 mil. O erro envolvendo a Edgcomb não foi apenas sobre um ativo ruim, mas sobre a ausência de freios e contrapesos no processo decisório da firma.
Ao perder o valor total do investimento na Edgcomb, o executivo contou ter sido confrontado por um investidor que o descreveu como “miserável e grisalha”. Ele disse ter decidido enfrentar as pancadas em vez de se render, adotando uma postura de disciplina e recuperação.
A partir daquele episódio, a Blackstone passou por mudanças profundas em sua governança de investimentos. A empresa passou a operar com comitês de investimento rígidos, que debatem exaustivamente cada operação complexa. A mudança reforçou a cultura de meritocracia e processo.
Hoje a Blackstone administra aproximadamente US$ 1 trilhão em ativos. A instituição enfatiza controles robustos, due diligence rigorosa e revisão contínua de estratégias. O objetivo é evitar erros que comprometam a confiança de clientes e investidores.
Institucionalização do fracasso
O episódio com a Edgcomb ficou como marco na história da Blackstone. Schwarzman passou a aplicar uma visão de longo prazo que privilegia a construção de processos sólidos e responsabilidades claras. A estratégia inclui revisão constante de riscos e métricas de desempenho.
Ligações com o desempenho atual mostram que a firma evita depender de resultados de curto prazo. Em vez disso, prioriza decisões fundamentadas, com base em dados e em debates qualificados entre equipes multidisciplinares.
Entre na conversa da comunidade