Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Geração prateada eleva expectativa de vida e impulsiona economia

Idosos elevam a demanda e impulsionam a economia do Distrito Federal, aquecendo saúde, turismo especializado e educação continuada

Cristina Segatto equilibra o trabalho com atividades de lazer
0:00
Carregando...
0:00
  • No Distrito Federal, 13,9% da população são idosas, em um total de 2,9 milhões de moradores, com rendimento médio superior à média nacional e alta participação na internet.
  • Projeções do Observa DF apontam que, em 2040, uma a cada quatro pessoas será idosa, marco que impulsiona a série Moderno é envelhecer.
  • A economia prateada envolve serviços como saúde suplementar, turismo especializado, educação continuada e bem-estar, com idosos atuando como motor econômico e gerando novas oportunidades de emprego.
  • Cerca de 9,1% dos empreendedores do DF são pessoas idosas, com destaque para Isabel Di Pilla, 70 anos, dona de academia de jiu-jitsu, que planeja abrir novas unidades.
  • Mesmo com potencial de consumo, há preocupação com inadimplência: em março de 2026, 283.435 idosos estavam com o nome negativado, reforçando a necessidade de cuidado financeiro.

A geração prateada ganha espaço na economia do Distrito Federal. O aumento da expectativa de vida impulsiona setores como saúde, turismo especializado e educação continuada. Observadores destacam o papel ativo de pessoas com 60 anos ou mais no mercado de trabalho.

Dados oficiais apontam que 13,9% da população do DF é formada por idosos, em um total de cerca de 2,9 milhões de moradores. O DF apresenta o maior rendimento médio para essa faixa no país e lidera o ranking de acessos à internet entre a terceira idade, segundo a PNAD Contínua do IBGE.

A partir dessa realidade demográfica, o Correio lança a série Moderno é envelhecer. O objetivo é mapear o que significa ter mais de 60 anos em 2026 no DF, com foco na economia, saúde, mobilidade e lazer. O estudo considera o idoso como motor econômico local.

Economia prateada no DF

No DF, a população idosa tem alto nível de escolaridade e renda superior à média nacional. Esse perfil sustenta setores como saúde suplementar, turismo de nicho, educação continuada e bem-estar. O movimento demonstra que a economia prateada está além do consumo.

Para a contadora e professora Diana Vaz de Lima, a permanência de idosos no mercado gera impactos positivos. Ela lembra que muitos passam a atuar como consultores e prestam serviços técnicos, movimentando o empreendedorismo local e gerando empregos indiretos.

A servidora pública Cristina Segatto, de 67 anos, é exemplo de atuação contínua. Ela utiliza inteligência artificial para a elaboração de documentos e planeja atividades de lazer com os netos, mantendo-se ativa no trabalho e nos estudos.

Perfis que fortalecem o mercado

Isabel Di Pilla, de 70, administra uma academia de jiu-jitsu em Sobradinho II. Ela começou aos 56 e, hoje, tem 160 alunos e oito funcionários. A empreendedora já competiu em nível internacional e planeja abrir novas unidades nos próximos anos. Suas atividades demonstram como o envelhecimento pode se traduzir em oportunidades de negócio.

A professora Diana Vaz reforça: o idoso que permanece ativo contribui com renda estável e fortalece o consumo em serviços e comércio. O mercado de consultorias técnicas é um dos caminhos comuns para quem acumulou experiência ao longo de décadas.

Consumo e desafios

O perfil de consumo da terceira idade, segundo o estudo Brasil Prateado, aponta gastos com moradia, alimentação, transporte e saúde. Projeções indicam que, até 2034, esse grupo poderá responder por quase metade dos gastos com saúde no país.

Ao mesmo tempo, cresce a inadimplência entre idosos no DF. Em março de 2026, 283.435 idosos estavam negativados, conforme levantamento da Serasa. Especialistas enfatizam a importância de manter a sustentabilidade financeira e evitar endividamento excessivo.

Educação e formação continuada

Terezinha da Silva, 66, decidiu retomar os estudos e ingressou no curso de jornalismo na UnB. Ao longo da vida, trabalhou como cuidadora de idosos e viu na educação uma forma de se manter ativa profissionalmente. A experiência também revela mudanças na percepção social sobre a idade.

Em síntese, a população idosa do DF exige políticas públicas que acompanhem o envelhecimento. O objetivo é manter a qualidade de vida, apoiar o trabalho voluntário, incentivar o empreendedorismo e reduzir o etarismo. A série segue com novas reportagens sobre saúde, mobilidade e lazer.

Perspectivas futuras

Especialistas ressaltam que o envelhecimento tende a se tornar uma constante demográfica. A gestão pública precisa considerar a longevidade como conquista social, adaptando políticas e previsões atuariais. O idoso pode continuar sendo participante ativo da vida econômica e social do DF.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais