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Goldman Sachs atrasa projeção de corte de juros do Fed por choque de energia

Choque de energia sustenta inflação longe da meta, levando o Goldman Sachs a adiar cortes do Fed para dezembro de 2026 e março de 2027, com taxa terminal entre 3% e 3,25%

Sede do Federal Reserve, em Washington — Foto: David Scull/ Bloomberg News
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  • O Goldman Sachs adiou as projeções de dois cortes de juros do Fed para dezembro de 2026 e março de 2027, em vez de setembro e dezembro deste ano.
  • A revisão ocorre diante do choque de preços de energia provocado pela guerra entre Irã e Estados Unidos, que, na visão do banco, deve manter a inflação afastada da meta.
  • O banco mantém a previsão de taxa terminal de juros na faixa de 3% a 3,25% ao ano.
  • O Federal Reserve manteve os juros inalterados em 3,50% a 3,75% ao ano na reunião de abril.

O Goldman Sachs revisou suas projeções de política monetária e adiou para dezembro de 2026 e março de 2027 os dois últimos cortes de juros pelo Federal Reserve. A mudança ocorre após avaliar que o choque nos preços de energia causado pela guerra entre Irã e Estados Unidos deve manter a inflação afastada da meta.

A instituição mantém a previsão de que a taxa terminal ficará entre 3% e 3,25% ao ano, mesmo diante da alteração no calendário de cortes. A expectativa de trajetória permanece condicionada ao desempenho da inflação e a futuras sinalizações do Fed.

Conforme o próprio Fed, a decisão de manter os juros inalterados ocorreu na reunião de abril, quando a taxa recuou para o intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano. O cenário de energia continua influenciando as discussões sobre política monetária.

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