- O Ibovespa caiu 1,19%, fechando aos 181.909 pontos, após Trump rejeitar a contraproposta do Irã para o plano de paz.
- O dólar encerrou estável, em leve queda de 0,06%, cotado a R$ 4,89.
- Trump classificou as exigências do Irã como inaceitáveis; o Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas não propôs desmantelar instalações nucleares.
- O preço do petróleo Brent subiu 2,93%, para US$ 104,26 por barril, com reação ao conflito no Oriente Médio.
- No Brasil, o Boletim Focus elevou a mediana da inflação de 2026 para 4,91% e o mercado projeta Selic de 11,25% para 2027, diante da pressão inflacionária.
O Ibovespa caiu nesta segunda-feira (11) diante da rejeição de Donald Trump à contraproposta do Irã para o acordo de paz. O índice, que é a referência da B3, encerrou o dia aos 181.909 pontos, queda de 1,19%.
Segundo a leitura inicial, Trump classificou as exigências de Teerã como inaceitáveis. O Irã havia oferecido transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmantelar instalações nucleares, conforme reportagem do Wall Street Journal.
O tom de tensão no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, com o Brent subindo quase 3%. O barril fechou em US$ 104,26, alta de 2,93% na sessão local.
Em Wall Street, porém, as bolsas fecharam em alta, ignorando as incertezas do conflito. Dow Jones avançou 0,19%, assim como o S&P 500, também +0,19%, e o Nasdaq 100, +0,10%.
No câmbio brasileiro, o dólar ficou estável, caindo 0,06% e fechando a R$ 4,89. A decisão de política monetária ainda pesou para o dólar no entorno de cenários de inflação.
No front doméstico, o Boletim Focus de hoje trouxe revisões para indicadores. A mediana da inflação de 2026 subiu pela nona semana seguida, de 4,89% para 4,91%. O risco de ruptura com a meta parece aumentar.
Economistas consultados pelo relatório elevaram a projeção da Selic para 11,25% em 2027, frente a 11% previamente conhecido, citando maior pressões inflacionárias associadas ao conflito regional.
Os dados ajudam a explicar a leitura de mercado: maior atrito geopolítico pressiona preços de commodities e inflação, impactando decisões de política econômica no curto e médio prazo.
Entre na conversa da comunidade