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Indústria aposta em parceria Brasil-EUA após tensão tarifária entre Lula e Trump

Brasil e EUA fortalecem parceria industrial em Nova York após queda de exportações e tensões tarifárias, com prazo de 30 dias para negociações técnicas

CAMPANHA - Trump e Lula: petista quer passar a imagem de que é relevante na diplomacia internacional (Ricardo Stuckert/PR)
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  • A Confederação Nacional da Indústria promove o Brasil-U.S. Industry Day em Nova York, durante a Brazilian Week, com cerca de 500 empresários, investidores e autoridades.
  • O encontro ocorre dias após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, com proposta de 30 dias para debates técnicos sobre tarifas brasileiras.
  • Em 2024, tarifas de quarenta por cento foram retiradas de boa parte dos produtos, mas permanece uma taxa de 10% até julho; tarifas iniciais chegaram a 50%.
  • As exportações brasileiras para os EUA caíram 6,7% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, apesar de os Estados Unidos seguirem como principal destino da indústria de transformação brasileira.
  • A inflação central é fortalecer a diplomacia econômica empresarial, com foco em cooperação bilateral em minerais críticos, inovação industrial e integração tecnológica.

O Brasil e os Estados Unidos vão discutir cooperação econômica em Nova York, no encontro Brasil-U.S. Industry Day, promovido pela CNI durante a Brazilian Week. O evento reunirá cerca de 500 empresários, investidores e autoridades de ambos os países.

A reunião acontece após a recente conversa entre Lula e Trump, com a agenda centrada em tarifas comerciais e na preservação de uma parceria estratégica para a indústria brasileira. Lula propôs um prazo de 30 dias para negociações técnicas entre os governos.

Segundo a CNI, as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros geraram um déficit de US$ 14 bilhões no último ano. As medidas passaram por altas, queda de sobretaxas e mudanças judiciais que impactam a pauta brasileira.

Contexto tarifário e impactos

Em 2024, as tarifas de 50% foram amplas, com redução parcial para 40% em novembro e 10% até julho. As exportações brasileiras para os EUA caíram 6,7% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, segundo a CNI.

Mesmo com a queda, os EUA continuam como principal destino da indústria brasileira, especialmente para bens de maior valor agregado. O intercâmbio mantém forte integração produtiva entre os dois países.

A CNI aponta que, em 2024, cada US$ 1 bilhão exportado para os EUA gerou 24,3 mil empregos no Brasil, além de R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

O encontro em Nova York tem como objetivo fortalecer a atuação do setor privado como ferramenta de diplomacia econômica, diante de incertezas do comércio global e de tensões tarifárias. A ideia é ampliar cooperação bilateral.

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