- A Confederação Nacional da Indústria promove o Brasil-U.S. Industry Day em Nova York, durante a Brazilian Week, com cerca de 500 empresários, investidores e autoridades.
- O encontro ocorre dias após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, com proposta de 30 dias para debates técnicos sobre tarifas brasileiras.
- Em 2024, tarifas de quarenta por cento foram retiradas de boa parte dos produtos, mas permanece uma taxa de 10% até julho; tarifas iniciais chegaram a 50%.
- As exportações brasileiras para os EUA caíram 6,7% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, apesar de os Estados Unidos seguirem como principal destino da indústria de transformação brasileira.
- A inflação central é fortalecer a diplomacia econômica empresarial, com foco em cooperação bilateral em minerais críticos, inovação industrial e integração tecnológica.
O Brasil e os Estados Unidos vão discutir cooperação econômica em Nova York, no encontro Brasil-U.S. Industry Day, promovido pela CNI durante a Brazilian Week. O evento reunirá cerca de 500 empresários, investidores e autoridades de ambos os países.
A reunião acontece após a recente conversa entre Lula e Trump, com a agenda centrada em tarifas comerciais e na preservação de uma parceria estratégica para a indústria brasileira. Lula propôs um prazo de 30 dias para negociações técnicas entre os governos.
Segundo a CNI, as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros geraram um déficit de US$ 14 bilhões no último ano. As medidas passaram por altas, queda de sobretaxas e mudanças judiciais que impactam a pauta brasileira.
Contexto tarifário e impactos
Em 2024, as tarifas de 50% foram amplas, com redução parcial para 40% em novembro e 10% até julho. As exportações brasileiras para os EUA caíram 6,7% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, segundo a CNI.
Mesmo com a queda, os EUA continuam como principal destino da indústria brasileira, especialmente para bens de maior valor agregado. O intercâmbio mantém forte integração produtiva entre os dois países.
A CNI aponta que, em 2024, cada US$ 1 bilhão exportado para os EUA gerou 24,3 mil empregos no Brasil, além de R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
O encontro em Nova York tem como objetivo fortalecer a atuação do setor privado como ferramenta de diplomacia econômica, diante de incertezas do comércio global e de tensões tarifárias. A ideia é ampliar cooperação bilateral.
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