- A inflação da China acelerou para 1,2% em abril na comparação mensal, puxada pelo aumento do petróleo e dos custos de energia com a guerra no Irã.
- A inflação nos últimos doze meses subiu para 2,8%, ante 0,5% em março.
- O preço do gás subiu 19,3% em abril, contribuindo para o avanço do IPC.
- Os preços ao produtor atingiram máxima de 45 meses em abril, com alta de 2,8% na comparação com abril de 2025.
- Analistas consideram que, embora haja inflação, o efeito permanece restrito e não deve virar reflacionamento, com o governo buscando estimular consumo interno e conter pressões de preços.
O índice de inflação da China acelerou para 1,2% em abril, na comparação mensal, impulsionado pelo aumento de petróleo e de energia causado pela guerra no Irã. O IPC também registrou peso significativo da elevação de 19,3% nos preços do gás.
Ao longo dos 12 meses, a inflação acumula 2,8%, ante 0,5% de março. O atraso da recuperação é moderado, com balanço apontando pressão limitada para inflação de demanda. Analistas destacam impacto de choques globais sobre custos de energia.
O governo chinês acompanha a situação mantendo políticas para estimular consumo interno e conter deflação. A alta de preços de varejo de gasolina e diesel já começou a influenciar o custo de vida, com reajustes aplicados desde o início do conflito no Oriente Médio.
Impacto nos preços ao produtor
Os preços ao produtor chineses subiram 2,8% em abril na comparação com abril de 2025, registrando a segunda alta mensal após 41 meses de deflação. Em termos mensais, o avanço foi de 1,7%.
Setores como metais não ferrosos, petróleo, gás e equipamentos de tecnologia contribuíram para o recuo menor da deflação e empurraram o índice para cima, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.
Contexto externo e repercussões
A suspensão do estreito de Hormuz elevou a demanda por petróleo em mercados distantes, ampliando a pressão sobre preços globais. Dados de comércio indicam aumento expressivo nas importações de petróleo da China, com Brasil entre os fornecedores que aumentaram volumes no primeiro trimestre.
Analistas destacam que, embora o impacto seja relevante, não se espera que as pressões elevem a inflação de forma generalizada. Autoridades prometem manter estímulos ao consumo e evitar reajustes abusivos no mercado.
Fontes: Reuters e AFP.
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