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Inflação do Ministério da Fazenda deve subir por petróleo, diz secretária

Projeção oficial de inflação sobe com o petróleo, mas Brasil ficará dentro da meta, diz secretária ao Estadão em Nova York

Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire
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  • Débora Freire, secretária de Política Econômica, disse que a projeção oficial de inflação (IPCA) vai subir por causa do encarecimento do petróleo, impactado pela guerra no Irã.
  • Mesmo com a mudança nas projeções, afirmou que o Brasil ficará dentro da meta de inflação definida pela política monetária do Banco Central.
  • Ela destacou que o país está bem posicionado frente ao choque global de oferta de petróleo, em parte pela matriz energética mais limpa, embora dependa de cerca de 34% de petróleo e derivados.
  • Freire informou que há necessidade de governança dos benefícios tributários, com metas quantificáveis e reavaliação a cada cinco anos para medir eficiência.
  • As declarações ocorreram durante o evento Brasil em Pauta, em Nova York, no primeiro dia da Brazil Week.

A projeção de inflação oficial do Brasil deve subir devido ao encarecimento do petróleo causado pela guerra no Irã, segundo a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire. A informação foi apresentada durante o evento Brasil em Pauta Nova York, da The Estadão, na primeira noite da Brazil Week.

Freire afirmou que, mesmo com a revisão para cima, o país deverá permanecer dentro da meta de inflação que comanda a política do Banco Central. Ela citou medidas como subvenção de combustíveis como parte da razão para manter o controle da inflação.

A secretária ressaltou que o Brasil enfrenta um choque global de oferta de petróleo, mas está bem posicionado frente a outros países. Ela destacou que a matriz energética brasileira, ainda que dependa de petróleo em cerca de 34% dos setores, favorece a resistência a impactos mais fortes.

Mecanismos de avaliação de benefícios tributários

Freire afirmou que o governo busca governança mais rígida dos benefícios tributários, com metas quantificáveis. Cada benefício deverá ser reavaliado a cada cinco anos, com comprovação de impacto positivo e eficiência.

A gestão dessas reavaliações estará sujeita a critérios de resultados, visando a transparência no uso de incentivos fiscais. A pasta trabalha para acompanhar o efeito econômico e social de cada benefício, incluindo custos e ganhos.

A secretária explicou ainda que a avaliação busca maior previsibilidade fiscal e melhoria na eficiência do gasto público. O objetivo é alinhar benefícios tributários com metas fiscais e macroeconômicas do governo.

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