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Justiça condena VW a pagar R$ 15 milhões por fraude em testes de picapes

Justiça condena Volkswagen a pagar R$ 15 milhões por fraude em testes ambientais de Amarok a diesel; afeta 17 mil unidades

Linha 2017 da picape Volkswagen Amarok
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  • A 12ª Vara Cível Federal de São Paulo condenou a Volkswagen do Brasil a pagar R$ 15 milhões por fraude na homologação ambiental de picapes Amarok a diesel produzidas entre 2011 e 2012.
  • O Ministério Público Federal afirma que a montadora utilizou um software para identificar testes e reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio, vendendo mais de 17 mil unidades com níveis acima do permitido.
  • O MPF informou que, em média, as picapes emitiram cerca de 1,1 g/km de óxidos de nitrogênio, acima do teto de 1 g/km estabelecido pelo Proconve.
  • A instituição pediu multa de R$ 30 milhões; a Justiça considerou o valor solicitado desproporcional e manteve o valor de R$ 15 milhões.
  • A decisão integra desdobramento do caso conhecido como dieselgate; em 2025, ex-executivos da Volkswagen já haviam sido condenados por fraude relacionada a emissões.

A Justiça de São Paulo condenou a Volkswagen do Brasil a pagar R$ 15 milhões por fraudes na homologação ambiental de picapes Amarok movidas a diesel fabricadas entre 2011 e 2012. A decisão é da 12ª Vara Cível Federal e envolve o Ministério Público Federal (MPF). A empresa ainda pode recorrer.

De acordo com o MPF, a montadora utilizou software que burlava testes de emissão de poluentes e comercializou mais de 17 mil unidades com níveis de óxidos de nitrogênio acima do permitido. O órgão aponta irregularidades na homologação ambiental do veículo.

O MPF aponta que as picapes emitiram aproximadamente 1,1 g/km de NOx, enquanto o limite do Proconve é de 1 g/km. O órgão descreveu o software como capaz de identificar quando o carro era submetido a testes laboratoriais e reduzir a emissão para atender aos limites.

A sentença, assinada em 9 de abril pelo juiz Maurílio Freitas Maia de Queiroz, considerou desproporcional o valor de R$ 30 milhões solicitado pelo MPF, mantendo a multa de R$ 15 milhões. O magistrado destacou que 74% da frota não extrapolou os limites legais.

Ainda conforme a decisão, a extensão do dano ambiental recai sobre 4.448 unidades de 90 kW, mas o dano moral coletivo envolve toda a frota de 17.057 veículos, independentemente das emissões medidas individualmente. A sentença visa desestimular condutas similares no setor.

O caso integra o desdobramento do escândalo conhecido como dieselgate, que ganhou repercussão internacional há mais de uma década. Em 2025, ex-dirigentes da Volkswagen foram condenados pela Justiça por fraude relacionada a emissões.

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