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Natura registra prejuízo de R$ 444,5 milhões no 1º trimestre

Natura registra prejuízo líquido de 444,5 milhões no primeiro trimestre, com Ebit deteriorado e perdas com hedge da dívida em dólar, mitigadas por menor imposto de renda

Natura
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  • Natura Cosméticos registrou prejuízo líquido de R$ 444,5 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 96,7 milhões no mesmo período de 2025.
  • O desempenho foi impactado pela queda de R$ 307 milhões no Ebit, sendo R$ 221 milhões decorrentes de despesas extraordinárias e perdas com hedge da dívida em dólar.
  • A receita líquida caiu 7,7% frente ao ano anterior, para R$ 4,7 bilhões, com recuo no Brasil e efeitos persistentes na Argentina, mesmo com recuperação em outros mercados da América Latina.
  • No Brasil, a receita caiu 5,5%, enquanto a marca Natura teve queda de 3% e a Avon, 13,8% no mesmo comparativo. A Hispana (América Latina) registrou receita de R$ 2 bilhões, com queda de 10,5%.
  • O Ebitda foi de R$ 346 milhões, queda de 46,8%, com margem de 7,3%; a dívida líquida chegou a R$ 4 bilhões, elevando a relação dívida líquida/Ebitda para 2,12 vezes.

A Natura Cosméticos divulgou prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 444,5 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de R$ 96,7 milhões no mesmo período de 2025. A companhia aponta queda de R$ 307 milhões no Ebit, com R$ 221 milhões ligados a despesas extraordinárias. A perda é influenciada por perdas com hedge da dívida em dólar, parcialmente compensadas por menor imposto de renda.

Além disso, a Natura informou que a deterioração dos resultados financeiros reflete pressão sobre a rentabilidade e volatilidade de mercado, especialmente no Brasil, sua principal região. A empresa citou juros elevados e endividamento das famílias como fatores de desaceleração no setor de beleza.

A receita líquida do grupo caiu 7,7% no comparativo anual, para R$ 4,7 bilhões. No Brasil, a receita total recuou 5,5% para R$ 2,6 bilhões, enquanto a marca Natura caiu 3% e Avon 13,8% ante o 1º trimestre de 2025. A Hispana teve receita de R$ 2,0 bilhões, queda de 10,5%.

Desempenho por região e marcas

Na América Latina de língua espanhola, a Natura sofreu recuo de 3,9% na marca Natura, de 19,6% na Avon e de 32,8% no portfólio Casa & Estilo. A Argentina teve impacto significativo na margem bruta, segundo o comunicado.

EBITDA do trimestre ficou em R$ 346 milhões, recuando 46,8% frente ao 1T25. A margem EBITDA foi de 7,3%, queda de 5,3 pontos percentuais. A companhia disse que despesas não operacionais pesaram na rentabilidade no Brasil e no restante da região.

Dívida e endividamento

A dívida líquida terminou o trimestre em R$ 4 bilhões, 15,3% acima do período anterior (R$ 3,47 bilhões). A relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,12 vezes, ante 1,57 na leitura anterior, apontando consumo de caixa diante do EBITDA reduzido.

Observação

Conteúdo originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.

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