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Nem todas as stablecoins são iguais: funcionamento, lastro e riscos

Stablecoins atreladas a divisas dominam o mercado, mas podem perder paridade; regulações buscam reservas líquidas para mitigar saques e riscos

Representación de una criptomoneda junto al logo de Circle.
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  • O mercado de stablecoins vale mais de € 270 bilhões e inclui ativos atrelados a divisas, commodities ou outras criptomoedas, com valor global superior a US$ 320 bilhões.
  • Stablecoins atreladas a divisas (principalmente dólar e euro) são as mais usadas; USDT e USDC dominam, mas a paridade pode falhar em momentos de tensão, como ocorreu com USDT em 2022 e USDC durante a crise do Silicon Valley Bank.
  • Regulação chegou à Europa (MiCA) e aos Estados Unidos (Genius Act); as emissores devem manter reservas de 100% em ativos líquidos, mas nem todos cumprem plenamente, levando à criação de ativos como o USAT para atender à lei americana.
  • Stablecoins algorítmicas são uma parcela pequena do mercado (cerca de € 1,3 bilhão) e sofreram com o colapso de Terra/Luna em 2022, que eliminou grandes valorizações e abalos de confiança.
  • Existem stablecoins lastreadas por commodities (ouro, com o XAUt) e por outros criptoativos (ex.: DAI com sobrecolateralização); algumas propostas associam algoritmos a reservas em fiat para manter paridade.

O mercado de stablecoins, ativos digitais que tentam espelhar o valor de moedas tradicionais, supera hoje 320 bilhões de dólares. Elas operam na tecnologia de blockchain e dependem do ativo ao qual estão atreladas para manter a paridade.

As stablecoins vinculadas a divisas são as mais utilizadas, com domínio de mercado concentrado nos EUA. Em torno de 98% da capitalização está atrelada ao dólar, com exemplos como USDT e USDC. Mesmo assim, a paridade pode falhar em momentos de crise.

USDT, emitida pela Tether, e USDC, da Circle, são as mais conhecidas. Em algumas situações, porém, manter a paridade com o dólar não ocorreu, especialmente em períodos de tensão financeira ou de dúvidas sobre reservas. Em 2022, a crise de confiança afetou a estabilidade da maior stablecoin, USDT, cuja paridade sofreu abalos. Em 2023, a USDC também decolou após interrupção relacionada a um banco, recuperando a paridade posteriormente.

Entre as regras de regulamentação, as stablecoins com lastro em ativos tradicionais costumam exigir reservas de liquidez suficientes para atender retiradas rápidas. Em ambientes regulatórios, a Europa avança com MiCA e os EUA com o Genius Act, que impõem transparência sobre reservas e limites de uso. Quase todas as emissores buscam cumprir esses requisitos para operar no mercado.

Há ainda as stablecoins algorítmicas, que mantêm a paridade por meio de mecanismos automáticos de oferta e demanda. Elas não possuem lastro em ativos líquidos, funcionando com contratos inteligentes. O modelo enfrentou grandes dificuldades após o colapso de TerraUSD e Luna, que derrubou grande parte do setor e provocou perdas bilionárias.

Outra vertente ganhou força ao representar ativos reais, como ouro ou petróleo, tokenizados na blockchain. O caso mais difundido é o XAUt, da Tether, que representa ouro armazenado fisicamente. Essas moedas buscam replicar o valor da commodity, não necessariamente manter uma paridade estável, e enfrentam desafios de transparência e custos logísticos.

Há também stablecoins apoiadas por criptoativos, como Bitcoin ou Ether, buscando maior estabilidade por meio de sobrecolateralização. Exemplos incluem DAI, com lastro variando entre criptomoedas, o que reduz a dependência de ativos tradicionais. Em alguns casos, o objetivo é oferecer empréstimos e pagamentos em plataformas descentralizadas.

Em suma, o ecossistema de stablecoins é heterogêneo e em evolução constante. Em cenários de crise, algumas quebram a paridade, enquanto outras mantêm a liquidez por meio de reservas ou mecanismos algorítmicos. A diversificação de modelos molda o risco e a utilidade dessas moedas digitais em diferentes mercados.

Regulação e funcionamento

A regulação impõe que as stablecoins com lastro em moeda tradicional mantenham reservas equivalentes a 100% do valor emitido. Parte das reservas fica em depósitos, outra, em ativos líquidos, como títulos, para garantir liquidez imediata.

Riscos e cenários

Crises de confiança, reservas questionadas ou falhas de governance podem romper a paridade. Em períodos de volatilidade, emissoras com reservas inadequadas enfrentam pressão de retirada, impactando usuários e mercados.

Tecnologias e impactos

Além de servir como meio de pagamento, as stablecoins são usadas para investimentos e remessas internacionais. A evolução regulatória busca ampliar a transparência e a segurança, reduzindo riscos para usuários e para o sistema financeiro.

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