- Os contratos futuros do petróleo subiram nesta segunda-feira: Brent com vencimento em julho subiu 2,88%, para US$ 104,21 por barril, e o WTI com entrega para junho avançou 2,78%, para US$ 98,07 por barril.
- O aumento ocorre diante de novas tensões no Oriente Médio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a resposta do Irã à proposta de paz, classificando os termos como “inaceitáveis” e deixando o cessar-fogo instável.
- O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue quase paralisado, elevando o prêmio de risco para o petróleo.
- O Irã teria se oferecido para transferir parte de seu urânio enriquecido para um terceiro país, mas recusou a ideia de desmontar instalações nucleares.
- Analistas indicam que a normalização da disrupção no Estreito de Ormuz pode ocorrer até o fim de maio, mas há riscos de atraso ou de reabertura parcial, o que manteria o viés de alta no curto prazo.
Na segunda-feira (11), contratos futuros de petróleo registraram alta diante de novas tensões no Oriente Médio. O avanço ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar a resposta do Irã à proposta de paz enviada na semana passada. O mercado precifica maior prêmio de risco com o estaleiro de Ormuz em foco.
O Brent, referência mundial para julho, subiu 2,88%, tradeando a 104,21 dólares por barril na ICE. O WTI, referência americana para junho, avançou 2,78%, para 98,07 dólares por barril. Os ganhos refletem a percepção de risco adicional ao fornecimento da região.
Trump disse, em rede social, que os termos iranianos eram inaceitáveis e que o cessar-fogo entre os dois países está fragilizado. Segundo a imprensa iraniana, o Irã pediu reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e o fim de sanções, sem desmontar instalações nucleares.
Nesta terça, analistas citados pelo Citi indicaram que a normalização do trânsito pelo Estreito de Ormuz tende a ocorrer até o fim de maio, mas admitem riscos de atraso ou reaperturas parciais. O estrategista Anthony Yuen aponta que impasses podem manter o viés de alta no curto prazo.
Os profissionais ressaltam que, mesmo com a possibilidade de reabertura até maio, cenários alternativos podem prolongar as disrupções, potencializando oscilações de preço. O mercado acompanha ainda as declarações de autoridades sobre deslocamentos no estreito.
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