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Petrolíferas europeias lucram até US$ 4,75 bilhões com volatilidade no Irã

Trading de Shell, BP e TotalEnergies lucra até US$ 4,75 bilhões com volatilidade do Irã e intervenção dos EUA, ampliando vantagem sobre ExxonMobil e Chevron

Logo da Shell em posto de combustíveis em Londres, na Inglaterra
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  • As três maiores petroleiras europeias — BP, Shell e TotalEnergies — lucraram até US$ 4,75 bilhões no primeiro trimestre, com a volatilidade causada pela guerra no Irã e pela intervenção dos EUA na Venezuela.
  • As divisões de trading das empresas contribuíram com ganhos significativos, estimados entre US$ 1,6 bilhão (Shell) e US$ 1,75 bilhão (BP), no trimestre.
  • Analistas apontam que o trading respondeu por entre quarenta e oito e sessenta e nove por cento do aumento de US$ 6,9 bilhões nos lucros dos grupos em relação ao trimestre anterior.
  • As ações das três companhias subiram após os resultados: BP e TotalEnergies avançaram 12% e 21%, respectivamente, e a Shell ganhou 9%, contrastando com o desempenho de ExxonMobil e Chevron.
  • O HSBC destacou que as operações de trading representam uma vantagem competitiva para as petroleiras europeias em períodos de crise, com a TotalEnergies registrando ganhos com apostas em petróleo de Dubai e Omã.

As três maiores petroleiras da Europa lucraram até US$ 4,75 bilhões com a volatilidade gerada pela crise no Irã e pela intervenção dos EUA na Venezuela. O ganho veio principalmente das mesas de trading, que atuam comprando e vendendo petróleo para aproveitar diferenças de preço entre mercados.

Entre janeiro e março, as divisions de trading da Shell, BP e TotalEnergies registraram entre US$ 3,3 bilhões e US$ 4,75 bilhões a mais no faturamento, na comparação com o trimestre anterior. Os lucros totais dos grupos cresceram US$ 6,9 bilhões no período.

A despeito da crise, as empresas europeias mostraram maior desempenho que rivais americanos, cuja dependência é mais ligada à produção. ExxonMobil e Chevron enfrentaram resultados diferentes, com impactos limitados no trading.

Desempenho das mesas de trading

Ações das três companhias cresceram após divulgar resultados, refletindo a força das atividades de trading. A BP teve a maior contribuição, seguida pela Shell e pela TotalEnergies, em meio à volatilidade dos preços do petróleo.

Executivos destacaram o papel estratégico das operações de trading como diferencial competitivo, especialmente em períodos de incerteza. Os grupos também ressaltaram a gestão de risco associada a esse modelo de negócio.

Entre as operações mais lucrativas, a TotalEnergies registrou ganhos acima de US$ 1 bilhão com apostas em petróleo de Dubai e Omã, comprando cargas disponíveis. As demais empresas também reportaram ganhos relevantes com estratégias de ponta.

Contexto de mercado e perspectivas

Desde o início da crise, o Brent passou por oscilações acentuadas, com recordes de preço em abril. As dinâmicas de rota marítima e suprimento global contribuíram para a volatilidade que alavancou o trading das empresas europeias.

Investidores reagiram positivamente aos resultados, com alta de ações da BP e TotalEnergies e leve alta da Shell, após o período de volatilidade. Exxon e Chevron, por sua vez, apresentaram trajetórias distintas no mesmo intervalo.

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