- O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que, se o conflito se prolongar por mais de quatro trimestres, a pobreza na América Latina e no Caribe pode subir entre 0,3% e 0,8%, dependendo do país.
- O estudo aponta que a região está em posição mais sustentável e resiliente diante do choque, comparada a Ásia, África e Europa.
- O principal canal de impacto é o choque do petróleo: quando os preços sobem, os custos de alimentos e bens essenciais sobem, afetando principalmente os mais vulneráveis.
- O analista citou a possibilidade de inflação subir e, consequentemente, maior pressão sobre a pobreza, caso o preço do petróleo permaneça elevado por algum tempo.
- Ilan Goldfajn participou da Brazil Week, em Nova York, evento que reúne autoridades e empresários brasileiros para discutir economia e investimentos.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou estudo sobre os impactos de uma guerra prolongada no Oriente Médio na América Latina e no Caribe. Segundo Ilan Goldfajn, presidente do BID, se o conflito durar mais de quatro trimestres, a pobreza na região pode crescer entre 0,3% e 0,8%, conforme o país.
O estudo aponta que o principal vetor é o choque do petróleo. A elevação dos preços da commodity eleva o custo de alimentos e itens essenciais, atingindo de forma mais intensa as populações vulneráveis. Mesmo com câmbio flutuante, o efeito persiste.
Goldfajn afirmou em entrevista ao Hora H, no dia 11 de maio de 2026, que a região está mais resiliente do que outras diante do choque. Países da América Latina contam com políticas de ajuste que ajudam a absorver parte do impacto.
O analista destacou que a pobreza pode variar conforme condições locais, como redes de proteção social, inflação e câmbio. A expectativa é de que o efeito torne-se mais claro se a crise atual se estender.
O presidente do BID participa da Brazil Week, em Nova York, evento que reúne autoridades e empresários brasileiros para debater investimentos e políticas econômicas. O objetivo é entender impactos, estratégias de mitigação e oportunidades na região.
Contexto e desdobramentos apontados pelo BID ressaltam a importância de monitorar preços de energia e alimentos. A organização sinaliza que ações macroeconômicas devem estar alinhadas para reduzir vulnerabilidade social diante de choques externos.
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