- A Ypê é controlada pela família Beira, com Jorge Eduardo Beira, Waldir Beira Júnior e Ana Maria Beira em cargos-chave.
- A fábrica de Amparo, em São Paulo, é o foco da crise após a Anvisa determinar o recolhimento de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes de lotes cuja numeração termina em um.
- A Anvisa identificou falhas graves nas etapas críticas do processo, incluindo problemas no sistema de garantia e controle de qualidade, o que pode levar à contaminação microbiológica.
- A agência informou que os problemas comprometem as Boas Práticas de Fabricação e podem representar riscos sanitários, recomendando que consumidores interrompam o uso dos produtos afetados.
- A Ypê informou ter apresentado recurso administrativo que suspende, temporariamente, os efeitos da medida até novo posicionamento da Anvisa, e afirmou possuir evidências de que os produtos não representam risco.
A Ypê, marca de limpeza amplamente presente no Brasil, está no centro de uma crise após a Anvisa determinar o recolhimento de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados em Amparo (SP). A medida envolve lotes com numeração que termina em 1 e suspende produção, venda e uso dos itens afetados.
A agência apontou falhas graves em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de garantia e controle de qualidade. A contaminação microbiológica seria possível, o que motivou a intervenção regulatória e o recall de produtos. A Anvisa mantém avaliação técnica de risco.
A Ypê informou ter apresentado recurso administrativo que, segundo a empresa, suspende automaticamente os efeitos da decisão até novo posicionamento da Anvisa. O órgão, porém, reforçou a recomendação para interromper o uso dos itens afetados.
Quem comanda a empresa é a família Beira. Entre os principais nomes estão Jorge Eduardo Beira, vice-presidente de operações; Waldir Beira Júnior, presidente do conselho; e Ana Maria Beira, integrante dos conselhos de sócios e administração. A origem da marca remonta ao sabão em barra Ypê, criado na cidade de Amparo.
A Química Amparo trabalha para ampliar o portfólio desde a criação em 1950, passando por detergentes, amaciantes, água sanitária, desinfetantes e itens de higiene. Além de Amparo, a companhia mantém unidades em Salto, Simões Filho, Anápolis, Goiânia, Itajubá e Itapissuma, bem como um centro de distribuição em Extrema.
Entre as unidades citadas pela empresa, a fábrica de Amparo permanece no centro do debate regulatório. A Anvisa confirmou que a fiscalização continua e que novas ações podem ocorrer caso haja necessidade de proteção da saúde dos consumidores.
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