- Em Londres, apoiadores de Reza Pahlavi entram em choque com opositores de retorno da monarquia, em uma batalha que acontece nas ruas da cidade.
- Vídeos de Tony Mohraz, conhecido como 021kid, mostram rimas que simulam ataques a grupos próximos ao regime iraniano, ampliando a tensão entre facções da oposição.
- O grupo MEK (Organização Mujahedin do Povo do Irã) é criticado por símbolos e mensagens usados por apoiadores de Pahlavi, com denúncias de incitação à violência.
- A diretora da Associação de Mulheres Anglo-Iranianas no Reino Unido registrou uma queixa à polícia, alegando que as letras e ações representam ameaça aos dissidentes.
- Eventos em Westminster e bairros de norte de Londres foram marcados por intrusões de apoiadores pró-Pahlavi, enquanto o MEK nega ser culto e ações são avaliadas pela polícia.
O confronto entre opositores do regime iraniano ganhou as ruas de Londres, com brigadas de simpatizantes de Reza Pahlavi, exilado filho do xá, enfrentando detratores da ideia de retornar à monarquia. A disputa ganhou evidência em eventos na região de Golders Green e no norte de Londres, com performances musicais e performances de rap que aludiam a estruturas de poder iranianas.
O episódio envolve jovens ativistas, exilados e membros de organizações oposicionistas. Entre os protagonistas estão adeptos do movimento pró-Pahlavi e integrantes do MEK, grupo de oposição iraniano reconhecido no passado por ações contra o regime. A tensão tornou-se notícia após vídeos circularem nas redes sociais, mostrando cantos inflamados e ações de provocaçao entre as facções.
Os registros indicam que os conflitos acontecem em meio a um clima de apoio internacional a ações de combate ao regime iraniano, gerando preocupação entre autoridades britânicas e a comunidade iraniana no exterior. As ocorrências ocorreram em áreas com forte presença da diáspora iraniana, incluindo Finchley Road e Westminster.
A polícia metropolitana confirmou a apuração de uma denúncia de conduta ameaçadora relacionada a uma música lançada online. Segundo relatos, há temores de que o conteúdo possa incitar violência entre membros das diferentes frentes oposicionistas. A investigação permanece em andamento, sem conclusão anunciada.
Laila Jazayeri, diretora de uma associação de mulheres iranianas no Reino Unido, informou às autoridades supostos incidentes de intimidação contra membros do MEK. A liderança polícial local afirmou que as informações estão sendo tratadas com seriedade, mantendo a vigilância sobre a situação.
Questionamentos sobre apoio a Pahlavi versus MEK surgem entre observadores. Analistas destacam que a disputa entre facções oposicionistas pode atrasar ações em prol de mudanças políticas no Irã e complicar a resposta da diáspora a questões de segurança. Especialistas ressaltam a importância de evitar escaladas que alimentem narrativas do regime.
Representantes do MEK negaram ser cult e defenderam uma estratégia política distinta, enquanto membros pró-Pahlavi sustentam que o objetivo é avançar reformas democráticas no Irã. O movimento continua a atrair atenção midiática, com impactos sobre a percepção pública da oposição em Londres.
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