- A reforma substitui ICMS, ISS, PIS e Cofins por CBS e IBS, mudando a forma de cobrança.
- A transição começa em 2026 e pode afetar emissão de notas, formação de preços, contratos e fluxo de caixa.
- A carga tributária brasileira ficou em 32,4% do PIB em 2025, e o país tem um sistema tributário considerado entre os mais complexos.
- Empresários devem revisar o enquadramento tributário para evitar perdas e entender impactos futuros.
- Também é importante organizar as finanças, atualizar sistemas fiscais, revisar contratos e acompanhar as regulamentações.
A reforma tributária já impacta a rotina de empresas no Brasil, com a transição das novas regras prevista para 2026. O objetivo é substituir impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins por modelos como CBS e IBS, o que pode alterar emissão de notas, formação de preços, contratos e fluxo de caixa.
Especialistas destacam que a mudança vai além da alíquota. O advogado tributarista Rafael Roveri Molina, de São José do Rio Preto, aponta que a reforma transforma processos internos e controles financeiros, exigindo organização para evitar custos adicionais. A carga tributária brasileira ficou em 32,4% do PIB em 2025, segundo o Tesouro Nacional.
Além disso, o Brasil figura entre os países com sistema tributário mais complexo, o que aumenta a necessidade de planejamento. Abaixo estão aspectos que já podem ser considerados pelas empresas para reduzir riscos na transição.
O que muda, quando e quem sente mais
A substituição gradual de tributos envolve ajustes em operações, contratos e precificação, com impactos distribuídos ao longo das cadeias produtivas. A implementação tende a exigir reorganização de setores fiscal, contábil e administrativo.
O que empresários já podem fazer
Revisar o enquadramento tributário atual pode evitar prejuízos futuros. Organizar as finanças facilita adaptação às novas regras e reduz retrabalho. Atualizar sistemas e emissão fiscal evita erros durante a transição.
Como acompanhar as regulamentações
Algumas regras ainda serão definidas nos próximos anos, exigindo monitoramento contínuo. Rever contratos com fornecedores ajuda a entender impactos de custos em diferentes etapas da operação. Investir na integração entre áreas é recomendado.
A orientação é planejar com antecedência para ganhar tempo e reduzir riscos durante a transição. Empresas que promovem organização financeira e integração entre setores tendem a enfrentar menos obstáculos na adoção das novas regras.
Por Henrique Fernandes
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