- O presidente americano Donald Trump deve assinar nesta segunda-feira, 11, duas Ordens Executivas para reduzir temporariamente as tarifas de importação sobre carne bovina, com validade de até 200 dias, até 10 de novembro.
- A suspensão abrange proteína vermelha de todos os países exportadores, incluindo Brasil, Austrália, Argentina, Nova Zelândia e Uruguai, e também suspende o sistema de cotas tarifárias.
- As medidas devem entrar em vigor na assinatura e, após o prazo de 200 dias, tarifas atuais retornam caso não haja prorrogação.
- O objetivo é conter a alta nos preços da carne bovina no mercado interno americano e enfrentar problemas de abastecimento.
- Frigoríficos brasileiros aguardam a medida, já que a cota de 65 mil toneladas isenta de alíquota já foi preenchida em janeiro; os demais embarques continuam sujeitos a 26,4%. O Brasil é visto como capaz de atender à demanda dos EUA.
Donald Trump deve assinar nesta segunda-feira duas Ordens Executivas para reduzir temporariamente as tarifas de importação sobre carne bovina, segundo informações do Estadão/Broadcast Agro. A medida entra em vigor na data de assinatura e tem validade de 200 dias, até 10 de novembro.
A suspensão abrangerá a carne vermelha de todos os países exportadores, incluindo Brasil, Austrália, Argentina, Nova Zelândia e Uruguai. Também ficará suspenso o sistema de cotas tarifárias, que limitam as vendas isentas de tarifa.
As ordens já foram comunicadas pela Casa Branca a indústria e a importação local. A expectativa é de que os decretos sejam publicados ao fim do dia; após 200 dias, as tarifas retornam se não houver prorrogação.
Contexto econômico
O objetivo é conter a alta dos preços da carne bovina no mercado interno e enfrentar problemas de abastecimento. O ciclo pecuário dos EUA está pressionado pelo menor rebanho dos últimos 75 anos, o que aumenta a sensibilidade dos preços.
Frigoríficos brasileiros aguardam a medida, após o preenchimento da cota de 65 mil toneladas isentas, ainda em janeiro. Embalagens futuras ficariam sujeitas a uma alíquota de 26,4%. Representantes do setor avaliam que o Brasil tem capacidade para atender a demanda americana.
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