- Vendas no varejo brasileiro caíram 3,0% em abril ante o mesmo mês de 2024, segundo o ICVA (Índice Cielo de Varejo Ampliado).
- O resultado é o pior desde março de 2025, quando houve queda de 3,8%.
- A Cielo atribui a queda à inflação mais pressionada, renda das famílias em retração e efeitos de calendário desfavoráveis, com a Páscoa antecipando parte das compras para março.
- Todas as regiões registraram queda; o Nordeste foi o pior, com queda de 4,7%.
- No âmbito setorial, o e-commerce subiu 6,5% em termos nominais, o varejo físico ficou estável (+0,2%), serviços caíram 5,5%, bens duráveis recuaram 4,9% e não duráveis caíram 1,6%.
O varejo brasileiro registrou uma queda de 3% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo o ICVA (Índice Cielo de Varejo Ampliado). O indicador é calculado pela empresa de pagamentos Cielo, controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco.
Trata-se do pior desempenho do varejo em 12 meses. A companhia aponta que o resultado reflete inflação mais pressionada, menor poder de compra das famílias e efeitos de calendário desfavoráveis, além da Páscoa ter ocorrido no início do mês.
A divulgação ressalta ainda que, em 2025, a Páscoa mais tardia e a emenda com o feriado de Tiradentes favoreceram lazer, alimentação fora do lar e turismo, elevando a base de comparação para abril e pressionando principalmente os setores discricionários.
Destaques regionais e setoriais
Todos os regions do país fecharam no negativo em abril. Nordeste foi a mais afetada, com queda de 4,7%, seguido por Norte (-3,8%), Sudeste (-3,4%), Sul (-2,7%) e Centro-Oeste (-1,4%).
No aspecto nominal, o e-commerce ampliou 6,5% na comparação anual, enquanto o varejo físico ficou estável em 0,2%. Entre os macrossetores, serviços recuaram 5,5%, impactados por categorias ligadas a alimentação fora do lar, recreação e turismo.
Bens duráveis caíram 4,9%, com vestuário e artigos esportivos entre as maiores pressões. Bens não duráveis recuaram 1,6%, com varejo alimentício especializado fortemente pressionado pela antecipação de compras de Páscoa e com postos de gasolina impactados pela alta de combustíveis.
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