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VW é condenada a R$ 15 milhões por fraudar testes de emissões no Brasil

MPF pede dobrar indenização de R$ 15 milhões por fraude em testes de emissão de poluentes envolvendo Amarok de 2011 a 2012

A fraude foi feita em picapes Amarok fabricadas entre 2011 e 2012
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  • A Volkswagen do Brasil foi condenada a pagar R$ 15 milhões por danos morais coletivos devido a fraude em testes de emissão de poluentes em picapes Amarok fabricadas entre 2011 e 2012, conforme decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em 7 de maio.
  • O Ministério Público Federal pediu que o valor da indenização fosse duplicado, elevando-o para R$ 30 milhões, alegando gravidade da conduta.
  • Em mais de 17 mil unidades da Amarok, a fabricante embutiu um software que detectava quando o veículo era submetido a testes e reduzia a emissão de óxidos de nitrogênio para atender aos limites.
  • As emissões em condições reais ficaram em cerca de 1,1 g/km, acima do limite do Proconve, de 1 g/km; estima-se que 2,7 mil toneladas de NOx acima do permitido foram emitidas entre 2011 e 2016.
  • Em 2017 houve recall para atualização de software, porém menos de 30% das unidades vendidas foram alcançadas; o caso faz parte do contexto do dieselgate, com outras sanções já aplicadas pela Ibama no Brasil, no total de R$ 46 milhões.

A Volkswagen do Brasil foi condenada a pagar R$ 15 milhões por danos morais coletivos devido a fraude em testes de emissão de poluentes. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e foi anunciada em 7 de maio de 2026. A ação envolve a comercialização de picapes Amarok entre 2011 e 2012 com software que manipulava resultados de emissões.

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu para dobrar o valor da indenização, defendendo que R$ 30 milhões seriam proporcionais à gravidade da conduta. A instituição sustenta que as práticas violaram resoluções ambientais, leis e a Constituição, causando prejuízos ambientais que persistem.

Entre 2011 e 2012, mais de 17 mil unidades da Amarok continham o software fraudulento. Ele detectava quando os veículos eram submetidos a testes laboratoriais e ajustava o lançamento de óxidos de nitrogênio para atender aos limites legais.

Detalhes da decisão e do recurso

A sentença aponta que a entrada dos veículos no mercado nacional ocorreu mediante fraude à autoridade ambiental federal, configurando grave violação da confiança pública e do sistema de controle ambiental. Em 2017, a Volkswagen realizou recall para atualização do software, mas menos de 30% das unidades foram alcançadas.

Segundo estimativas do Ibama e da CETESB, a circulação de picapes irregulares resultou em 2,7 mil toneladas de NOx acima do permitido entre 2011 e 2016. A fraude também permitiu a obtenção de licenças para venda de milhares de unidades com emissões acima do teto permitido em condições reais.

O episódio faz parte do caso conhecido como dieselgate, ocorrido globalmente. No Brasil, a Volkswagen já havia pago uma multa de R$ 46 milhões ao Ibama. A empresa pode apresentar recurso sobre a condenação de R$ 15 milhões.

O Terra entrou em contato com a assessoria da Volkswagen para posicionamento, mas a empresa ainda não respondeu.

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