- Bolsas globais caem com correção de ações de tecnologia e expectativa por dados de inflação dos Estados Unidos.
- Nasdaq 100 recua 0,7% após altas recentes de fabricantes de chips; S&P 500 cai 0,3%.
- Brent sobe pelo terceiro dia, acima de US$ 107 por barril, com percepção de fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio.
- Temores de novos impostos sobre lucros de IA impactam Samsung Electronics e SK Hynix; Stoxx 600 cai 0,8%.
- No Reino Unido, gilts sobem e libra cai após o primeiro-ministro Keir Starmer resistir a deixar o cargo; rendimento de 30 anos atinge 5,79%.
Ações globais recuam nesta terça-feira, com os investidores ajustando posições após a alta recente dasbig techs e antes da divulgação dos dados de inflação nos EUA. O recuo acompanha a conclusão de uma correção setorial e a cautela diante de sinais de aperto monetário.
O índice Nasdaq 100 futuro caiu 0,7% após um rali de fabricantes de chips que levou o índice a registrar recordes por dois pregões seguidos. Enquanto isso, o S&P 500 futuro caiu 0,3%, refletindo a direção mais ampla do mercado.
Na Europa, o cenário foi de fraqueza. O Stoxx 600 caiu 0,8% com a fraqueza de tecnologia. A Samsung Electronics e a SK Hynix, na Coreia do Sul, enfrentaram perdas relacionadas a rumores de novos impostos sobre lucros de IA.
Dados, taxas e câmbio
No Reino Unido, investidores venderam gilts após o primeiro-ministro em exercício resistir a deixar o cargo. O rendimento da dívida britânica subiu ao longo da curva, com o papel de 30 anos em 5,79%, nível mais alto desde 1998. A libra cedeu ante as principais moedas.
As atenções seguem o setor de tecnologia, que perdeu fôlego diante de temores de valorização acima do esperado. O petróleo Brent subiu 2,7%, acima de US$ 107 por barril, apoiado pela percepção de fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio.
Análises e contornos do dia
Especialistas destacam que a resolução de tensões globais sofreu novo revés, o que pode manter a volatilidade. Analistas de trading ainda ressaltam que o mercado precisa reduzir exposição ao risco para evitar posições desequilibradas.
Entre os destaques locais, o caso Master acende debates sobre controle orçamentário do Banco Central e supervisão regulatória. O BC teria perdido parte de sua equipe na última década, elevando preocupações sobre monitoramento financeiro.
As decisões de política comercial também aparecem na agenda. O governo dos EUA suspendeu temporariamente planos de flexibilizar tarifas sobre carne bovina, após pressão de pecuaristas e aliados, o que pode impactar países exportadores, incluindo o Brasil.
Perspectivas e próximos passos
A demanda por IA continua a influenciar decisões industriais. A Siemens Energy acredita que a expansão de data centers e o avanço da IA devem elevar a procura por turbinas a gás e equipamentos de rede até 2030, conforme afirmou a CFO Maria Ferraro. As informações são de fontes reguladas e entrevistas com executivos.
Entre na conversa da comunidade