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Adriano Lima afirma que liderança na era da IA não depende de prompts

Liderança na era da IA exige conexão, desenvolvimento e empoderamento; nenhum prompt substitui o gestor humano eficaz

“Nenhum prompt vai te salvar” diz Adriano Lima sobre liderança na era da IA
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  • Adriano Lima, coach executivo e conselheiro, destaca que na era da IA a liderança será definida pela conexão, inspiração, desenvolvimento e empoderamento; ele afirma que “nenhum prompt vai te salvar”.
  • Ele é uma das vozes no São Paulo Innovation Week (SPIW), festival promovido pelo Estadão e Base Eventos, que ocorre de 13 a 15 de maio, em São Paulo, com mais de dois mil palestrantes.
  • Segundo Lima, a liderança não é uma posição nem uma personalidade, mas um conjunto de habilidades que pode ser aprendido; as soft skills — relação, confiança e comportamento — serão cada vez mais importantes.
  • A cultura organizacional é central para resultados e cenários de crescimento. Em Neon, por exemplo, adotaram o valor “Somos divertidos e responsáveis” para manter leveza com responsabilidade durante a expansão e a regulamentação.
  • No RH, ele defende que a área não seja apenas estratégica, mas líder na discussão de IA e transformação, orientando mudanças culturais, gestão de pessoas e desenvolvimento emocional e social.

Adriano Lima, executivo com passagem por Itaú Unibanco, Unilever e Neon, é uma das vozes mais presentes sobre liderança em cenários de transformação tecnológica. Em entrevista sobre IA, ele afirma que a liderança humana será o diferencial. O tema ganhou espaço no SPIW, festival promovido pelo Estadão e Base Eventos.

O São Paulo Innovation Week ocorre de 13 a 15 de maio, em São Paulo, reunindo mais de 2 mil palestrantes em palcos na Arena Pacaembu e na Faap. Assinantes do Estadão têm desconto para o passaporte de três dias, enquanto o público geral pode comprar ingressos na plataforma oficial.

Lima atua como coach executivo formado na Universidade de Columbia, conselheiro do IBGC e investidor. Além disso, dirige o videocast Gente que Pod e escreve para veículos como Exame e InfoMoney. Ele aponta que, com IA, a liderança passa a ser sobre conexão e desenvolvimento humano.

Liderança na era da IA

Em sua visão, a liderança não depende de cargo ou perfil, mas de habilidades que podem ser aprendidas. Segundo ele, as hard skills são mais fáceis de adquirir do que as soft skills, que envolvem comportamento, confiança e influência.

Lima afirma que a maior lição de liderança é a humildade aliada à vontade de aprender diariamente. Conta que, na juventude, foi capitão de equipes e entendeu a importância do exemplo humano, não apenas da competência.

Na prática, ele compara a ascensão da IA a uma revolução industrial atual. Para ele, não há promotor de liderança; apenas pessoas que conectam, inspiram e desenvolvem equipes em ambientes digitais.

Cultura e organização

Sobre cultura organizacional, o executivo destaca que o valor da empresa é sustentado pela cultura, não apenas pela estratégia. A frase de Drucker acompanha seu discurso: “a cultura come a estratégia no café da manhã”.

Para evitar perder a identidade durante o crescimento, Lima recomenda a contratação de especialistas em cultura. Ele cita a Neon como exemplo de sucesso ao transformar a cultura com foco em alegria aliada à responsabilidade.

Em RH, ele defende que o termo “RH estratégico” é inadequado. A organização deve ter estratégia, enquanto o RH viabiliza o planejamento por meio de iniciativas que preparem a força de trabalho para a IA.

Tecnologia, RH e futuro

O profissional ressalta que a IA exigirá mudanças de gestão, cultura e habilidades. O RH precisa liderar a discussão sobre como a IA impacta o negócio, gerenciando mudanças e preparando gestores.

Ele acrescenta que a inteligência emocional é tão crucial quanto a tecnológica. O desafio é manter o equilíbrio entre pensamento crítico e adoção de soluções criadas pela IA.

Tendências para a próxima década

Lima aponta a IA como principal vetor de transformação, comparando seu impacto ao da Revolução Industrial. Além disso, cita drones, impressão 3D e avanços em genética e longevidade como áreas com potencial de impacto.

Ele observa que a geração mais jovem pode enfrentar dificuldades cognitivas com o avanço da IA, destacando a importância de questionar e não abandonar o pensamento crítico diante das máquinas.

Ao encerrar a entrevista, o executivo reforça: quem domina a IA pode manter a competitividade. O caminho é estudar, preparar-se e alinhar a tecnologia aos objetivos de negócio, sem deixar de lado a empatia humana.

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