- A Aeris encerrou o 1T26 com receita líquida de R$ 105,6 milhões, queda de 7,8% frente ao 4T25, devido à menor demanda doméstica e à desaceleração de novos projetos eólicos no Brasil.
- O EBITDA ajustado ficou negativo em R$ 27,5 milhões, mas houve melhoria de R$ 33 milhões em relação ao 4T25, com margem de -26%.
- O prejuízo líquido foi de R$ 138 milhões no período, menor em R$ 339,4 milhões na comparação com o 4T25, e a margem líquida ficou em -130,7%.
- As exportações seguiram em crescimento, com 1,4 GW contratados para fornecimento de pás entre 2026 e 2027; há pipeline de 0,7 GW em novos projetos.
- A empresa aposta em retomada gradual do setor eólico, com possível sinal de recuperação a partir de cerca de 2 GW em novos projetos; pretende reativar quatro linhas de produção nos próximos meses e manter foco em eficiência, disciplina financeira e expansão internacional.
Aeris (AERI3) encerrou o 1T26 com receita operacional líquida de 105,6 milhões de reais, queda de 7,8% ante o 4T25. A empresa aponta menor demanda no mercado doméstico e desaceleração na contratação de novos projetos eólicos no Brasil como fatores relevantes. Ainda assim, houve avanço das exportações e melhoria operacional trimestral.
O EBITDA ajustado ficou negativo em 27,5 milhões de reais, mas houve melhora de 33 milhões frente ao 4T25. A margem EBITDA ajustada ficou negativa em 26%, frente -52,9% no trimestre anterior, reflexo da baixa utilização da capacidade produtiva e da menor diluição dos custos fixos.
O prejuízo líquido somou 138 milhões de reais no 1T26, com piora de 339,4 milhões na comparação com o 4T25. A margem líquida ficou negativa em 130,7%. A empresa atribui parte do resultado ao fraco uso da capacidade instalada.
As receitas do mercado externo cresceram no período, alinhadas à estratégia de diversificação geográfica. A Aeris contratou 1,4 GW de pás eólicas para fornecimento entre 2026 e 2027 e mantém um pipeline de 0,7 GW em novos projetos em diferentes estágios de negociação.
Segundo a companhia, os contratos recentes estão vinculados principalmente a projetos da Casa dos Ventos e de outros clientes do setor. A empresa destacou planos para retomar, gradualmente, linhas de produção no curto prazo para melhorar a utilização da capacidade instalada.
O CEO Alexandre Negrão ressaltou foco em eficiência operacional, disciplina financeira e expansão internacional. A Aeris continua monitorando a recuperação do setor eólico brasileiro, com avaliação de oportunidades em mercados externos mais aquecidos.
Entre na conversa da comunidade