- O banqueiro Daniel Vorcaro recebeu um plano de comunicação da agência Mithi, de Thiago Miranda, que previa investir na criação de uma série para defender sua trajetória e reputação.
- Miranda prestou depoimento à Polícia Federal na terça-feira, 12, afirmando ter elaborado estratégias para recuperar a crise de reputação do Banco Master.
- O conceito dizia que a série não alterar o cenário imediato, mas ajudaria a definir como a história seria lembrada no futuro, citando exemplos de Michael Jordan e Lance Armstrong.
- O documento descrevia um marketing de guerrilha para apresentar Vorcaro como “arquétipo do lutador” e destacava a necessidade de humanizar sem vitimizar, mudando o enquadramento histórico.
- Miranda negou ter ordenado ataques a autoridades do Banco Central, mas confirmou ter criado o plano para defender a reputação dele e do Banco Master; há documentos sobre contratações de influenciadores com pagamentos de 3,5 milhões.
O banqueiro Daniel Vorcaro foi alvo de um plano de comunicação elaborado pelo empresário Thiago Miranda, da agência Mithi. A proposta previa investir na criação de uma série de streaming para defender a trajetória e a reputação dele. O plano consta de documentos apresentados durante investigações em andamento.
Segundo o material, a ideia era usar a série para moldar a percepção pública ao longo do tempo, mesmo que não mudasse o cenário imediato. O conceito descreve exemplos de séries de sucesso e aponta que a produção poderia estabilizar a imagem, sem limpar a história por completo.
O plano foi apresentado em meio a uma crise de reputação envolvendo o Banco Master, controlado por Vorcaro. A proposta mencionava séries sobre personalidades públicas para recontextualizar fatos e apresentar uma versão mais ampla dos acontecimentos.
Depoimento e posicionamento do empresário
Thiago Miranda prestou depoimento à Polícia Federal e negou ter ordenado ataques a autoridades do Banco Central. Ele disse ter elaborado apenas um plano de comunicação para defender Vorcaro e o banco, sem ações agressivas contra o governo ou o BC.
Documentos apresentados por Miranda, divulgados pela imprensa, indicam que influenciadores contratados teriam publicado conteúdos criticando Renato Gomes, ex-diretor do BC, em troca de pagamentos. O valor citado é de aproximadamente 3,5 milhões de reais.
Reação da defesa e contextualização profissional
A defesa de Miranda afirma que ele atuou de forma colaborativa e transparente, com o objetivo de esclarecer fatos. O texto sustenta que a atuação da agência permanece na área de comunicação reputacional e gestão de crise.
A apuração aponta que a proposta de marketing de guerrilha visava apresentar Vorcaro como um arquétipo de lutador, explorando a jornada do herói falível. A estratégia, no entanto, não foi colocada em prática.
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