- Auxiliar de dentista em Brasília dopou a chefe com medicamento controlado na água para deixá-la inconsciente e realizar transferências via Pix entre 15 e 20 de abril.
- Foram transferidos R$ 8 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 40 mil para uma pessoa conhecida, que depois repassou os valores; houve tentativa de transferência de R$ 16 mil recusada pelo banco.
- O total movimentado até o momento é de R$ 93 mil; a vítima percebeu as transações via extrato e o banco bloqueou os valores.
- O crime é registrado como roubo mediante violência imprópria pela redução da capacidade de resistência da vítima, com possível furto mediante fraude também apurado.
- Mandados de busca foram cumpridos contra a auxiliar e outra envolvida; a Polícia Civil investiga a participação da segunda pessoa e o destino final do dinheiro.
Uma auxiliar de um consultório odontológico em Brasília (DF) confessou ter dopado a própria chefe e transferido mais de R$ 90 mil da conta dela. As remessas ocorreram entre 15 e 20 de abril, via Pix.
Segundo a Polícia Civil, as transferências somaram R$ 93 mil. A vítima percebeu os pagamentos ao consultar o extrato e acionou as autoridades.
A dentista relatou que, em alguns dias, apresentou sonolência, desmaios e lapsos de memória apenas no consultório. Ela disse que a funcionária costumava encher sua garrafa de água.
A auxiliar admitiu ter colocado comprimidos de medicamento controlado na água da chefe para deixá-la inconsciente e, assim, acessar o aplicativo bancário do celular da vítima.
Entre as transações, houve valores de R$ 8 mil, R$ 30 mil, R$ 15 mil e R$ 40 mil, transferidos para uma pessoa conhecida pela suspeita, que as repassou de forma parcelada. Uma tentativa de transferência de R$ 16 mil foi recusada pelo banco.
Investigação e medidas legais
A polícia pediu mandados de busca e apreensão contra a auxiliar e uma segunda envolvida, além do bloqueio de até R$ 93 mil. A investigação busca apurar o grau de participação da segunda pessoa e o destino final do dinheiro.
A ocorrência é tratada como roubo mediante violência imprópria, pela suposta redução da capacidade de resistência da vítima por meio de dopagem, com possibilidade de furto mediante fraude sobre transações sem o efeito da droga.
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