- Analistas disseram à Bloomberg Línea que o bitcoin pode voltar a superar US$ 100 mil, impulsionado principalmente por entradas institucionais por meio de ETFs regulamentados (Exchange Traded Funds).
- O movimento é visto como mais sólido por envolver capital “mais paciente” e estrutural, não apenas varejo.
- O preço da criptomoeda passou de cerca de US$ 60 mil no começo do ano para acima de US$ 80 mil no início de maio.
- Projeções de Wall Street estimam faixa entre US$ 120 mil e US$ 150 mil até o final do ano.
- Fatores que podem acelerar ou frear o ritmo incluem juros do Federal Reserve, regulamentação nos EUA e a evolução dos fluxos para ETFs.
Bitcoin pode voltar a passar de US$ 100 mil, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg Línea. A perspectiva depende de três fatores-chave: juros do Federal Reserve, avanços regulatórios nos EUA e fluxos para ETFs, que hoje sinalizam o apetite institucional pelo setor.
O preço da criptomoeda atingiu acima de US$ 80 mil no início de maio, após queda para US$ 60 mil no começo do ano. O movimento recente é atribuído principalmente à entrada de capital institucional via ETFs regulamentados, não apenas ao varejo.
Os ETFs de bitcoin absorvem, semanalmente, uma quantidade de moedas superior à produzida pela mineração, afirma Matias Bari, da Satoshi Tango. Esse dinamismo cria piso de demanda, mesmo em momentos de volatilidade, segundo ele.
Bari destaca projeções de grandes bancos de Wall Street que variam entre US$ 120 mil e US$ 150 mil até o fim do ano. Há divergência entre estimativas conservadoras e otimistas, mas o consenso é de queda de barreira de resistência.
Entre os fatores valorizados pelos analistas, a política de juros do Fed é determinante: juros menores costumam favorecer ativos de risco, como o bitcoin. Além disso, o andamento da regulamentação cripto no Congresso dos EUA pode ampliar fluxos institucionais.
A evolução dos fluxos para ETFs é vista como indicador claro do apetite do mercado. O bitcoin estaria deixando de ser apenas ativo especulativo, segundo a Satoshi Tango, com bancos e fundos buscando inclusão em carteiras diversificadas.
Embora a volatilidade persista, há expectativa de mudança no perfil do ativo e, possivelmente, de um piso de longo prazo maior. O cenário envolve ainda o papel de custodiante, gestores tradicionais e fundos soberanos.
Dados da Bitfinex apontam abril como o melhor mês em um ano para o bitcoin, com alta de quase 12% e contribuição para a capitalização de mercado global de criptomoedas, em torno de US$ 198 bilhões. O fechamento de maio indica resistência em torno de US$ 83 mil.
Fabián Delgado, da Bitfinex, aponta que o principal nível técnico a observar é o fechamento diário acima de US$ 84.766, que pode sinalizar melhoria estrutural para o restante do ano. A leitura é de que o mercado projeta maior maturidade institucional.
Especialistas destacam que o interesse está consolidando o bitcoin em carteiras globais. Compradores por convicção detêm volume recorde de BTC, o que historicamente antecipa recuperações amplas ao reduzir a oferta disponível.
Renato Campos, da Greyhound Trading, mantém visão otimista de longo prazo, com amadurecimento institucional. No curto prazo, porém, pode ocorrer volatilidade e correções, especialmente se houver contração no mercado acionário dos EUA.
Entre na conversa da comunidade