- O BNDES prepara uma nova linha de crédito para setores ainda afetados pelo tarifaço e pelos impactos de guerras na economia.
- Segundo o presidente Aloizio Mercadante, a medida atenderá segmentos com tarifas elevadas nos Estados Unidos, incluindo cinco setores com tarifa de cinquenta por cento e outros com tarifas acima de quinze por cento, como autopeças.
- O banco já destinou R$ 19,7 bilhões em crédito para enfrentar o tarifaço.
- Mercadante destacou que a guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito no Oriente Médio elevam custos de insumos, como fertilizantes, prejudicando o campo.
- O conteúdo também menciona empresas exportadoras ao Oriente Médio entre as afetadas pelo cenário externo.
O BNDES prepara uma nova linha de crédito destinada a setores que permanecem impactados por tarifas elevadas e pelos efeitos de conflitos internacionais. A iniciativa foi anunciada pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre.
Mercadante explicou que a nova etapa visa segmentos com tarifas de 50% nos Estados Unidos e outros com índices acima de 15%, como o setor de autopeças. O objetivo é proteger esses setores e estimular a diversificação do comércio, especialmente diante das pressões tarifárias em curso.
O presidente do BNDES informou que já foram destinados cerca de R$ 19,7 bilhões em crédito para enfrentar o tarifaço. Ele destacou que a medida ocorreu de forma abrupta, sem negociação prévia, o que motivou a busca por soluções de apoio financeiro.
Impactos no agronegócio e na indústria
Mercadante ressaltou que o ambiente de guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como conflitos no Oriente Médio, afeta cadeias relevantes para o Brasil, como a produção de fertilizantes. Segundo o presidente, o custo desses insumos está elevado e dificulta a expansão da produção agrícola nacional.
Ele citou ainda exportadores brasileiros que atuam no Oriente Médio como exemplos de setores impactados por o cenário externo. O executivo enfatizou a necessidade de manter a produção nacional e mitigar efeitos adversos nos negócios brasileiros diante de choques externos.
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