- O BNDES prepara nova linha de crédito para setores produtivos ainda impactados pelo tarifaço e pela guerra no Oriente Médio, anunciada pelo presidente Aloizio Mercadante nesta terça (12).
- A medida busca dar fôlego financeiro a indústrias com barreiras comerciais elevadas e custos de produção mais altos devido à instabilidade geopolítica.
- Mercadante apontou que a ofensiva protecionista dos Estados Unidos mantém pressão sobre a competitividade, com cinco segmentos recebendo sobretaxas de cinquenta por cento e outros com alíquotas acima de quinze por cento.
- A iniciativa é desdobramento do Brasil Soberano, plano já lançado pelo BNDES para proteger a indústria nacional contra medidas unilaterais de potências estrangeiras.
- Entre os setores-alvo estão siderurgia, alumínio e cadeia de semicondutores, que enfrentam dificuldades logísticas e de custos, agravadas pelos conflitos no leste europeu; o banco já destinou R$ 19,7 bilhões para enfrentar o aumento das tarifas internacionais.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, informou nesta terça-feira (12) que o banco prepara uma nova linha de crédito para setores produtivos afetados por tarifas elevadas e pela instabilidade geopolítica. A medida faz parte do programa Brasil Soberano, voltado a proteger a indústria nacional.
Mercadante explicou que a linha visa dar fôlego financeiro a segmentos com dificuldades de acesso a mercados externos e custos de produção elevados, em especial devido à ofensiva protecionista anunciada pelos Estados Unidos e aos impactos da guerra no Oriente Médio.
Segundo o presidente, existem setores que ainda enfrentam sobretaxas de 50% e outras alíquotas acima de 15%, o que lesa a competitividade brasileira. O BNDES pretende apoiar cadeias estratégicas para preservar participação no comércio global.
A iniciativa se conecta ao objetivo do Brasil Soberano, primeiro pacote de ajuda estrutural do banco para mitigar barreiras comerciais. O foco é manter espaço competitivo de setores-chave diante de medidas unilaterais de potências econômicas.
Entre os segmentos prioritários estariam siderurgia, alumínio e cadeia de semicondutores, que apresentam custo elevado e problemas logísticos decorrentes da conjuntura internacional. As ações buscam evitar perdas de mercado.
Mercadante informou que o banco já destinou 19,7 bilhões de reais até o momento para enfrentar o aumento das tarifas internacionais e apoiar empresas brasileiras em meio ao ambiente de tarifas e conflitos externos.
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