- Sam Altman rejeita a acusação de Elon Musk de traição e afirma que Musk buscava controlar a OpenAI e lucrar com ela.
- O julgamento, iniciado em agosto de 2024, entra na terceira semana, com Musk buscando cerca de US$ 150 bilhões e o afastamento de Altman e Brockman.
- Musk alega que Altman e Brockman tentaram transformar a OpenAI em uma empresa com fins lucrativos; a OpenAI criou uma entidade com fins lucrativos em 2019.
- Altman destacou que Musk chegou a pedir participação de noventa por cento e que não aceitava ceder o controle, mas negou qualquer plano de desvio.
- Bret Taylor afirmou que houve oferta formal de aquisição de um consórcio liderado pela xAI em fevereiro de 2025, e que jurados podem deliberar até 18 de maio.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, negou nesta terça-feira a acusação de Elon Musk de que ele traiu a missão da organização criadora do ChatGPT. Altman afirmou que foi Musk quem demonstrou interesse em controlar a OpenAI e obter lucro com a empresa. A defesa de Musk sustenta que Altman induziu uma doação de US$ 38 milhões para transformar a OpenAI, originalmente sem fins lucrativos, em uma entidade lucrativa.
Altman disse ainda que é difícil compreender o enquadramento da acusação e que a OpenAI, se continuar a crescer, manterá a missão da organização sem fins lucrativos. Os argumentos surgem num processo movido por Musk, aberto em agosto de 2024, que envolve acusações de desvio de missão e pedido de controle.
O processo está em sua terceira semana e pode definir o futuro da OpenAI e de sua governança, em meio a discussões sobre uma possível Oferta Pública Inicial avaliada em até US$ 1 trilhão.
Quem está envolvido
- Sam Altman, CEO da OpenAI, réu no processo.
- Greg Brockman, presidente da OpenAI, também réu.
- Elon Musk, fundador e ex-integrante da diretoria, autor das acusações.
- Bret Taylor, presidente da OpenAI, testemunhou no caso.
Altman enfatizou que Musk chegou a exigir participação de 90% no controle e que não aceitava ceder poder majoritário, mesmo com recuos posteriores. O executivo mencionou que a fusão com a Tesla não seria aceitável para preservar a missão da OpenAI.
Quando, onde e por quê
O julgamento ocorre em Oakland, Califórnia, no tribunal federal local. Musk busca indenização que pode chegar a US$ 150 bilhões pagos a uma organização sem fins lucrativos ligada à OpenAI, além da remoção de Altman e Brockman do comando. A OpenAI criou uma entidade com fins lucrativos em 2019, após ter sido fundada em 2015.
Bret Taylor, testemunha and C-level da OpenAI, relatou ter recebido uma oferta de aquisição de um consórcio liderado pela xAI em fevereiro de 2025, seis meses após o início do processo. O objetivo do grupo é adquirir a OpenAI, mantendo o caráter sem fins lucrativos, o que suscitou questionamentos internos sobre o rumo da empresa.
Outros depoimentos, incluindo de Ilya Sutskever e Satya Nadella, contribuíram para o caso, com relatos sobre a gestão, estratégias de financiamento e a relação entre controle corporativo e a missão de pesquisa. Os jurados podem deliberar em breve, com possibilidade de veredicto até 18 de maio.
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