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CEO da Red Hat afirma que adoção de IA não é opcional

CEO da Red Hat afirma que IA não é opcional e virou infraestrutura crítica; uso de modelos abertos já gera economia e exige redefinição de papéis

Matt Hicks, CEO da Red Hat: 'A IA não é opcional a esta altura, quer ela te traga energia, quer crie uma incerteza real'
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  • O CEO Matt Hicks afirma que a IA não é opcional e se tornou infraestrutura crítica, ressaltando a importância de plataformas abertas e de redefinir papéis de gestores e desenvolvedores.
  • A Red Hat, adquirida pela IBM em 2019, atua com software open source voltado à nuvem híbrida e transformação digital, registrando receita de US$ 7,3 bilhões em 2025, alta de 12,9% frente a 2024.
  • Hicks destacou no Red Hat Summit, em Atlanta, que a IA deixou o estágio experimental para virar realidade de produção, com foco em agentes de IA.
  • A empresa já aplica IA generativa no canal de suporte “Ask Red Hat”, evoluindo de chatbots para sistemas de pesquisa profunda, gerando economia de milhões de dólares por ano; 85% das pesquisas rodam em modelos de código aberto com pesos abertos.
  • Entre os lançamentos estão o Red Hat AI 3.4 e novas capacidades de IA agêntica, visando reduzir o gap entre pilotos e implantação em produção em ambientes híbridos.

Matt Hicks, presidente e CEO da Red Hat, afirmou que a adoção de IA não é opcional para empresas que querem manter relevância. O discurso de abertura aconteceu no Red Hat Summit, em Atlanta. A empresa, adquirida pela IBM em 2019, fatura cerca de US$ 7 bilhões por ano.

Hicks destacou que a IA deixou de ser experimental e se tornou infraestrutura crítica. Ele ressaltou que escolher plataformas abertas e redefinir o papel de gestores e desenvolvedores são caminhos essenciais para o sucesso na transformação digital.

A Red Hat utiliza IA generativa em seu canal de suporte Ask Red Hat, evoluindo de simples chatbots para sistemas agentes de busca avançada. O projeto já gera economia de milhões de dólares por ano.

85% das chamadas do sistema de pesquisa rodam em modelos de código aberto com pesos abertos, como Nemotron e IBM Granite, em infraestrutura própria. Hicks afirmou que modelos próprios permitem otimizações que modelos genéricos não atingem.

O executivo ressaltou que não há um único caminho de adoção. Em momentos de transformação acelerada, é preciso evitar extremos: lenta paralisação ou aceleração sem base estável. Algo novo deve surgir nesse ambiente.

A Red Hat acompanha a tendência de agentes de IA, que já são realidade em 2025. Entre os lançamentos, destacam-se o Red Hat AI 3.4 e novas capacidades de IA agêntica para ampliar a automação em ambientes híbridos.

O impacto no mercado de trabalho

Para Hicks, profissionais não serão substituídos pela IA, mas o escopo do trabalho mudará. Desenvolvedores atuarão na construção de trilhos de IA e em frameworks de teste para manter a estabilidade nessa era colaborativa entre humanos e máquinas.

Gestores também serão desafiados a delegar tarefas de forma eficiente. Com a IA ampliando a capacidade das equipes, líderes terão que entender a tecnologia para distribuir atividades entre pessoas e sistemas.

A democratização do conhecimento acelera a participação de áreas não técnicas, como jurídico, vendas e operações, na criação e melhoria de sistemas agentes. Hicks afirma que a conjunção IA e sistemas bem projetados pode expandir o que uma empresa pode construir.

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