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CEO de gestão de investimentos diz ter inveja do Pix, investigado por Trump

Larry Fink, CEO da BlackRock, afirma inveja do Pix e defende sistema de pagamentos semelhante nos EUA, em meio a investigação de Trump sobre o Brasil

O empresário americano Larry Fink, cofundador, presidente e CEO da BlackRock, em imagem de arquivo (Foto: STEPHANI SPINDEL/EFE/EPA)
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  • Larry Fink, CEO da BlackRock, disse ter inveja do Pix brasileiro e que os EUA deveriam ter um mecanismo semelhante.
  • Em evento na sede da BlackRock, em Nova York, ele elogiou o Brasil e a Índia pela “mentalidade digital” e destacou a tokenização e a decimalização como caminhos.
  • Fink já havia feito elogios semelhantes a Davos, ressaltando que Brasil e Índia lideram a decimalização, tokenização e digitalização de moedas.
  • Na prática, os EUA, sob Donald Trump, investigaram práticas comerciais do Brasil, incluindo o Pix, por possíveis impactos à competitividade de empresas americanas do setor de pagamentos.
  • O empresário sugeriu que uma plataforma de pagamentos única com blockchain poderia reduzir custos e corrupção, mencionando debates sobre adoção nos EUA; Trump deve visitar a China, com a participação de outros empresários.

Larry Fink, CEO e cofundador da BlackRock, afirmou nesta segunda-feira que sente inveja do Pix brasileiro e gostaria que os Estados Unidos tivesse um mecanismo de pagamentos semelhante. O comentário foi feito durante um evento na sede da BlackRock, em Nova York.

O empresário já havia elogiado Brasil e Índia em Davos, na Suíça, em janeiro, ao mencionar a importância da digitalização, tokenização e decimalização de moedas. Ele disse acreditar que esses países lideram esse movimento e que os EUA precisam avançar rapidamente nesse campo.

Fink defendeu a ideia de uma plataforma tokenizada que facilite transições entre fundos de mercado monetário, ações e títulos, com uso de blockchain para reduzir custos e potencialmente a corrupção. Em Davos, ele também ressaltou que a adoção de uma plataforma única nos EUA precisaria ser discutida.

Contexto regulatório

No ano passado, o governo dos Estados Unidos, sob a gestão do então presidente Donald Trump, abriu uma investigação sobre práticas comerciais no Brasil. A avaliação incluiu a venda de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, e o Pix, considerado pela Casa Branca como potencialmente prejudicial à competitividade de empresas americanas do setor de pagamentos no Brasil.

Durante Davos, Fink comentou a possível adoção de uma plataforma de pagamentos nos EUA, analisando a viabilidade de usar uma única blockchain e as vantagens associadas. Ele também citou que participará, ao lado de empresários como Elon Musk e Tim Cook, da visita que Trump fará à China nesta semana.

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