- Disputa entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman levou a uma ação cautelar para impedir a retirada da Reserva da unidade de moda masculina, visando evitar perda de R$ 116 milhões em EBITDA com as sinergias da integração.
- A saída de Ruy Kameyama, ex-CEO de fashion & lifestyle, intensificou as tensões; Jatahy reassumiu a divisão após ter atuado como chief of brands officer.
- Birman retirou a Reserva da operação liderada por Jatahy no Rio, reacendendo o debate sobre uma possível cisão entre marcas do grupo.
- As ações da empresa já caíram mais de sessenta por cento desde agosto de 2024; hoje recuam mais de seis por cento, refletindo dificuldade de reajuste e preço de mercado.
- Ao longo de 2024 e 2025, mais de nove executivos deixaram o grupo, incluindo Paulo Kruglensky e os fundadores da Reserva, evidenciando perda de talentos durante a integração.
Roberto Jatahy entrou com uma ação cautelar para impedir a retirada da Reserva da operação sob seu comando no Azzas 2154, em meio a uma disputa cada vez mais tensa com Alexandre Birman. O objetivo é evitar perda de R$ 116 milhões em EBITDA gerados pela sinergia entre marcas.
A disputa tem ganhado contornos de crise interna desde a saída de Ruy Kameyama, ex-CEO de fashion & lifestyle, que funcionava como ponte entre os sócios. Jatahy já reassumiu a divisão após assumir o papel estratégico de chief of brands officer.
Birman ordenou a retirada da Reserva da operação que Jatahy lidera no Rio de Janeiro, mesmo após longa integração iniciada há mais de um ano. A empresa aponta perdas de mais de R$ 200 milhões em ganhos de eficiência que recuaram com o confronto entre as partes.
Analistas veem o cenário como potencial cisão, com discussões internas sobre divisão de marcas. Uma hipótese envolve Birman ficando com Arezzo, Hering e Reserva, enquanto Jatahy ficaria com Animale e outras label. A Farm poderia ser vendida.
O conflito unfaz a base de governança: as ações do grupo na B3 caíram mais de 60% desde agosto de 2024, com queda recente superior a 6%. Faltam clareza de preço e liquidez para reestruturar o conglomerado de forma rápida.
Paralelamente, o Azzas enfrenta saída de executivos-chave. Dados do NeoFeed indicam que mais de nove profissionais deixaram o grupo desde a fusão, incluindo o ex-CIO Paulo Kruglensky, que ficou menos de quatro meses no cargo.
Entre as saídas, destacam-se também fundadores da Reserva, além de mudanças na operação da marca. Em 2025, Thiago Hering deixou a unidade Basic, seguida por Luciana Wodzik, CEO da vertical de calçados, e Rafael Sachete, ex-CFO que passou a liderar shoes & bags.
O Azzas 2154 informou que não comenta de forma individual sobre a ação e que o fato relevante já foi divulgado. A companhia afirma que a gestão da unidade de moda masculina compete ao CEO, conforme estatuto social, e que não há impacto previsto na operação.
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