- Correios trabalham com bancos em um novo empréstimo de 7 bilhões de reais, com garantia da União.
- As condições ainda estão em negociação, devendo ficar semelhantes às da operação de 2025, que custou cerca de 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
- O empréstimo deve ter prazo de 15 anos e três anos de carência, mantendo o teto de 120% do CDI para garantias públicas.
- Mais de dez instituições financeiras foram consultadas e há indicação de interessados na operação.
- O governo previa um limite de 8 bilhões para essas operações neste ano, ajudando a completar o plano de financiamento de 20 bilhões até 2026.
Os Correios estão em negociações com bancos para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia da União. As condições ainda estão em estudo, mas devem se aproximar da operação contratada em 2025, cujo custo ficou em cerca de 115% do CDI, com prazo de 15 anos e carência de 3.
Mais de dez instituições financeiras foram consultadas e já há interessados na operação, segundo apuração do Valor. A iniciativa visa atender ao plano de reestruturação da empresa, abaixo do teto inicial de R$ 8 bilhões.
Contexto regulatório e financeiro
No fim de fevereiro, o governo divulgou a previsão de uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para os Correios, dentro do teto global anual de novas operações com garantia da União. A autorização foi formalizada pelo CMN.
Esse movimento faz parte do objetivo de a estatal fechar, em 2026, o financiamento de R$ 20 bilhões, após contratar R$ 12 bilhões em 2025 junto a cinco bancos.
Para os Correios, o regards financeiro mudou com o desempenho recente. O prejuízo de 2025 somou R$ 8,5 bilhões, frente a R$ 2,6 bilhões em 2024, e a receita bruta caiu 11,35%, para R$ 17,3 bilhões. O patrimônio líquido fechou negativo em R$ 13,1 bilhões.
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