- A cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump pode resultar em acordo agrícola, com maiores compras de grãos e carne, mas não espera-se grande aumento de soja.
- Pequim busca reduzir a dependência de soja americana, avaliando alternativas mais baratas, especialmente do Brasil.
- Observadores apontam que o acordo pode focar em milho, sorgo, trigo para moagem e carne bovina e de aves, não apenas na soja.
- Em 2024, a China comprou cerca de US$ 4,5 bilhões em esses produtos, enquanto as compras de soja chegaram a US$ 12 bilhões.
- O compromisso de China comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano até 2028 permanece incerto quanto aos detalhes e ao cronograma.
A cúpula entre a China e os EUA, prevista para os dias 14 e 15 de maio, pode avançar em acordo agrícola durante as negociações entre Xi Jinping e Donald Trump. Observadores apontam que o caminho está aberto para ampliar compras de grãos e carne, mas não esperam grandes novos contratos de soja além do acordado em outubro passado. O objetivo é reduzir incertezas comerciais e manter fluxo de produtos agrícolas.
A Casa Branca busca compromissos chineses mais firmes em relação à soja e a outras compras agrícolas. Autoridades dos EUA sinalizam que o tamanho dos acordos pode variar conforme a disposição de Pequim e a demanda global. Executivos reunidos com Trump acompanham o tema, com participação de representantes da indústria de grãos.
Embora haja expectativa de avanço, analistas destacam limites impostos pela posição chinesa. Pequim utiliza fontes mais baratas, como o Brasil, para substituir importações dos EUA em diversas commodities. A prática reduz a dependência de Washington e influencia o leilão de contratos futuros.
A discussão sobre milho, sorgo, trigo para moagem e carne bovina e de aves aparece como alternativa mais provável a depender de novas compras maciças de soja. Especialistas apontam que o acordo pode se concentrar em volumes para esses itens, mantendo a soja em patamar menor que o registrado em 2014-2016.
Para ver o cenário atual da soja, a China reduziu drasticamente a participação de produtos americanos. Em 2024, os EUA abasteciam cerca de 20% da soja chinesa, diante de 41% em 2016. Em 2023, a participação recuou para 15%.
Mercados seguem atentos à execução do compromisso anterior da China de comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano até 2028. A firma chinesa não confirmou oficialmente os detalhes, e persiste a dúvida sobre se as metas valem por anos-calendário ou anos-safra.
Caso haja confirmação de demanda adicional por soja dos EUA, os preços da soja em Chicago tendem a subir, já próximos de máximas de dois meses devido às especulações de maior compra chinesa. Representantes do setor americano indicam que o ritmo de compra pode aproximar-se de patamares normais de exportação anuais.
Status quo da soja
- A China diminuiu a dependência de soja norte-americana nos últimos anos, buscando diversificação.
- A participação dos EUA na soja chinesa recuou de 41% em 2016 para cerca de 20% em 2024, com queda adicional em 2023 para 15%.
- Observadores aguardam esclarecimentos sobre o alcance e a vigência das metas acordadas em 2023, bem como os mecanismos de implementação.
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