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Custos de empréstimos no Reino Unido sobem com incerteza sobre futuro do premiê

Mercado eleva o custo da dívida do governo britânico ante a incerteza sobre o futuro de Keir Starmer; rendimentos de gilts de dez anos sobem a 5,13% e de trinta anos a 5,80%

Sir Keir Starmer, UK prime minister, wearing glasses, a dark suit jacket and a blue shirt.
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  • Os custos de empréstimo do governo britânico subiram, com a remuneração de títulos de dez anos chegando a 5,13%.
  • O mercado está atento à incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro Sir Keir Starmer, à possível mudança de liderança no Partido Trabalhista e ao risco de afrouxamento das regras fiscais.
  • Cerca de oitenta deputados do Trabalhismo pedem a renúncia de Starmer, mas ele pediu ao gabinete que continue governando.
  • O rendimento de títulos de trinta anos atingiu 5,80%, a maior marca desde 1998; o FTSE 100 caiu 0,5% e a libra caiu para $1,35.
  • Analistas dizem que substitutos prováveis de Starmer podem aumentar o gasto público, o que elevaria o risco percebido pelos investidores.

O custo de empréstimos do governo do Reino Unido subiu nesta terça-feira, em meio à incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro Sir Keir Starmer. O rendimento efetivo de títulos de 10 anos avançou para 5,13%, próximo dos níveis vistos durante a crise financeira de 2008.

Mercados financeiros ocupados com o cenário, já que o conflito no Irã pode elevar a inflação e levar a novas altas das taxas, enquanto a possibilidade de mudança de liderança e gastos públicos mais frouxos assusta investidores. O 30 anos chegou a 5,80%, o maior desde 1998.

Cerca de 80 deputados do Labour pediram a renúncia de Starmer após maus resultados eleitorais, mas o premiê ordenou ao gabinete para seguir governando. Segundo ele, o Labour tem um processo para desafiar o líder, o qual ainda não foi acionado.

Analistas alertam que, desde o início do conflito no Irã, os custos de empréstimos sobem, com o Reino Unido mantendo taxas elevadas frente a pares de economia semelhante. Investidores observam a possibilidade de substitutos ampliarem gastos públicos.

O ministro da Fazenda, Rachel Reeves, e o premiê reiteraram compromissos com regras de endividamento firmes, buscando tranquilizar os mercados sobre credibilidade de suas políticas. A visão é evitar relaxamento fiscal.

Especialistas da Capital Economics observaram que nova liderança poderia elevar o gasto público e pressionar ainda mais o custo da dívida. Os prováveis substitutos de Starmer, caso haja troca, teriam histórico de maior gastos.

Entre os possíveis candidatos a suceder Starmer, aparecem Andy Burnham, Angela Rayner e Wes Streeting, segundo análises de mercado. Os especialistas destacam o risco de aumento do endividamento sob qualquer mudança de liderança.

O rombo fiscal brasileiro é explicado pela estrutura de receitas e despesas: o governo emite títulos para cobrir o déficit. O retorno prometido aos investidores depende de inflação estável e confiança na condução fiscal.

O mercado cambial reagiu com a queda do pound, que recuou para cerca de US$ 1,35, após o FTSE 100 recuar 0,5%, com as ações de bancos liderando as quedas diante de temores de novo fisco.

Especialistas lembram que a composição de dívida pública depende de inflação e juros vigentes. O financiamento de gastos públicos continuará a depender de condições de crédito e da percepção de estabilidade fiscal.

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