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Dado de inflação leva investidores a recalcular trajetória da Selic

IPCA de abril sobe 0,67%, complicando cortes da Selic; cenário externo frágil eleva risco e altera a estratégia de títulos públicos

— Foto: Getty Images
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  • O IPCA de abril subiu 0,67%, com a expansão mais fraca que março, quando foi de 0,88%.
  • O ambiente externo piorou, com a fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, elevando o petróleo e pressionando os juros globais.
  • O Tesouro Prefixado 2029 saiu de 13,69% para 13,79% nesta sessão.
  • O Tesouro IPCA+ 2032 ficou estável, oferecendo 7,63%.
  • Economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, aponta que a chance de cortes mais rápidos da Selic é improvável e o mercado passa a mirar onde parar.

O mercado de títulos públicos registrou movimento misto após a divulgação do IPCA de abril. O aperto externo e a piora do humor global pesaram, mesmo com o índice anual ficando acima da mediana das projeções. O foco ficou nos impactos sobre a rota da Selic.

O IPCA mostrou alta de 0,67% em abril, desacelerando frente a março (0,88%). A inflação segue influenciada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Analistas avaliam que esse quadro dificulta novas reduções rápidas da taxa básica de juros.

Sob esse cenário, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,69% para 13,79% ao longo do dia. Já o Tesouro IPCA+ 2032 manteve-se estável, com rendimento de 7,63%. O movimento reflete ajustes de prêmio diante de pressões globais.

Para a SulAmérica Investimentos, o IPCA de abril reforça que uma aceleração de cortes na Selic é improvável. A responsável pela área econômica afirma que a desinflação dos serviços continua sendo fator-chave para mudanças na política monetária.

Desempenho de títulos nesta terça-feira (12) incluiu:

  • Tesouro Selic 2031: rendimento anual próximo de SELIC + 0,0825%.
  • Tesouro Prefixado 2029: cerca de 13,69% ao ano.
  • Tesouro Prefixado 2032: próximo de 13,80%.
  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,62%.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,10%.

Outras linhas de crédito público aparecem com vencimentos até 2069, incluindo Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+, com spreads entre IPCA e juros semestrais variando entre aproximadamente 6,95% e 7,80% ao ano.

A divulgação também aponta oferta de dezenas de títulos com vencimentos e juros semestrais, mostrando diversidade de perfis para investidores que buscam proteção pela inflação ou rentabilidade fixa. O conjunto de ativos segue sujeito a variações diárias de mercado conforme as condições externas evoluem.

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