- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o fim da escala 6 X 1 tende a forçar ganhos de produtividade no Brasil.
- Ele disse haver demanda por uma nova organização do trabalho e que o Brasil tem condições de assimilar a mudança.
- Segundo Durigan, com menos horas disponíveis, trabalhadores e empresas precisarão se adaptar, elevando capacitação e eficiência.
- A transição demandaria reorganização de processos, correção de gargalos e mecanismos para manter ou aumentar a produtividade.
- Durigan é contra indenizar empresas pelos aumentos na folha de pagamento provocados pela medida, citando o direito da hora de trabalho do trabalhador e impacto fiscal negativo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que o fim da escala 6 X 1 tende a impulsionar ganhos de produtividade no Brasil. A declaração ocorreu durante audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a redução da jornada de trabalho.
Durigan disse haver demanda por uma nova organização do trabalho e que o país tem condições de absorver a mudança. Segundo ele, reduzir a jornada pode pressionar empresas e setores a buscar formas mais eficientes de operação. A afirmação sustenta que o trabalhador continuará a ser cobrado por resultados.
O ministro explicou que, com menos horas disponíveis, é preciso ampliar capacitação e eficiência na rotina. Do lado empresarial, a transição exigiria reorganizar processos, corrigir gargalos e adotar mecanismos que mantenham ou elevem a produtividade.
Ele também ponderou que o debate deve vir acompanhado de melhora da economia e de avanços na qualificação da mão de obra. A discussão é associada à experiência recente de valorização do salário mínimo, afirma Durigan, que aponta ganhos de renda sem depender de negociação orgânica.
Durigan argumentou que a redução da jornada exigirá adaptação dos trabalhadores e ganhos de eficiência. A transição, segundo ele, exige ajustes nos setores mais dependentes de jornada extensa e correção de gargalos produtivos.
Como exemplo de adaptação, o ministro citou o caso das empregadas domésticas, cuja formalização e limitação de jornada foram incorporadas ao mercado de trabalho ao longo do tempo, com resistência inicial.
Minuto sobre indenização a empresas
Durigan afirmou ser contrariamente a indenizar empresas pelos aumentos na folha de pagamento provocados pela medida. Para ele, a hora de trabalho não pertence ao empregador, e sim ao trabalhador, tornando o mecanismo indenizatório inadequado. O ministro também ressalta o impacto fiscal negativo dessa abordagem.
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