- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, na terça-feira (12), ser “radicalmente contra” indenização ou compensação pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1.
- Em audiência na comissão especial da PEC, ele disse que não cabe indenização a quem não é titular da hora de trabalho.
- Durigan comparou com o debate da escravidão para enfatizar que o proprietário da hora de trabalho não deve ser indenizado, mesmo com mudanças na jornada.
- O ministro ressaltou que o debate é geracional e que é preciso encontrar equilíbrio entre trabalhadores, economia e empresas, mantendo medidas para melhorar a produtividade.
- Segundo ele, a eliminação da escala 6×1 pode trazer ganho de eficiência tanto para o setor produtivo quanto para o trabalhador, e o ganho econômico deve preceder o debate.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que é radicalmente contra qualquer compensação em troca da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. A manifestação ocorreu durante audiência na comissão especial da Câmara que discute a PEC sobre o tema.
Durigan sustentou que não cabe indenização a quem não é titular da hora de trabalho, citando a ideia de titularidade da hora. O ministro comparou o tema a debates históricos sobre trabalho, destacando que o patrão não seria indenizado pela hora do empregado.
Ponto central
Ele afirmou que a Constituição de 1988 não prevê indenização ao patrão pela redução de horas sem redução salarial, e que a discussão envolve ganhos geracionais. O ministro ressaltou que a melhoria da economia precede o debate e pode ampliar produtividade.
Durigan mencionou que países já adotaram modelos semelhantes sem indenização ao empregador. A discussão envolve equilíbrio entre trabalhadores, economia e capacidades das empresas, com foco em medidas que alavanquem a produtividade nacional.
Ele observou que a maioria da população já opera numa lógica 5×2, e que a transição não implicaria 44 horas de trabalho para a maior parte dos empregados. A avaliação é de que a eliminação da escala 6×1 traria ganhos de eficiência para setores produtivos.
O ministro citou iniciativas aprovadas pelo Congresso, como reformas tributária, marco de garantias e mudanças no setor de seguros, como formas de sustentar o crescimento antes de mudanças na jornada.
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