- O eBay rejeitou a proposta da GameStop para compra por US$ 55,5 bilhões; o presidente Paul Pressler afirmou que o negócio não é crível nem atraente.
- A GameStop planejava pagar com recursos próprios, emissão de ações e aportes externos, incluindo um crédito de US$ 20 bilhões da TD Securities, sujeito à fusão.
- Uma análise da Moody’s aponta que a liberação do crédito poderia não ocorrer, já que a dívida do eBay subiria de US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.
- O eBay ficou em posição mais estável no mercado, com valorização de cerca de 55% das ações no último ano; as ações da GameStop caíram cerca de 16% no mesmo período.
- Após a recusa, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, avalia uma nova proposta voltada especificamente aos acionistas do eBay, ainda que a estratégia tenha chances de falhar pela imagem da empresa.
O eBay rejeitou a proposta da GameStop de comprar a empresa por 55,5 bilhões de dólares. A decisão foi tomada após avaliação que apontou dúvidas sobre a capacidade de pagamento conforme o acordo, além do risco de aumento da dívida da companhia.
Segundo o presidente do eBay, Paul Pressler, a oferta não é crível nem atraente. O pagamento combinaria caixa, emissões de ações e aportes de investidores externos, com potencial uso de crédito externo de 20 bilhões de dólares.
A Moody’s avaliou o risco desse crédito, estimando que ele poderia não existir caso a fusão elevasse a dívida do eBay de 7 bilhões para 31 bilhões de dólares. Enquanto isso, o eBay teve valorização de cerca de 55% no último ano; a GameStop caiu 16%.
GameStop pode insistir em nova proposta
O CEO da GameStop, Ryan Cohen, disse que estuda uma nova oferta, direcionada aos acionistas do eBay. A estratégia busca contornar objeções sobre o pagamento, mas enfrenta o ceticismo do mercado quanto à viabilidade financeira do acordo.
A imagem pública da GameStop, associada ao momentum de 2021, ainda traz dúvidas entre investidores institucionais. O negócio permanece incerto enquanto as partes avaliam caminhos legais e de financiamento. Não houve confirmação de novas condições.
Com informações de The New York Times.
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