- Empresas aceleram reorganização financeira para escriturar créditos tributários antes do fim de 2026 com a extinção do PIS/Cofins.
- Em contratos fechados entre janeiro e março de 2026, 64% da demanda foi relacionada a soluções de liquidez e caixa.
- Metade das necessidades envolve revisão fiscal e previdenciária, buscando recuperação de créditos e eficiência de folha.
- Créditos poderão ser usados no novo modelo tributário, mas devem ser registrados no ambiente de escrituração até o final de 2026.
- Além disso, 14% da demanda foi para o Bônus de Adimplência Fiscal, e empresas também buscam ajustar contratos para prever eventuais aumentos de custos com a reforma.
A proximidade da extinção do PIS/Cofins pela reforma tributária está levando empresas a reorganizarem as finanças, com foco na recuperação de créditos tributários. A tendência aponta para soluções de liquidez e caixa.
Dados exclusivos do InfoMoney, coletados pela assessoria Valestrá, mostram que 64% da demanda entre janeiro e março de 2026 esteve ligada à liquidez, em 577 contratos fechados nesse período.
Metade dos pedidos envolve revisão fiscal e previdenciária, buscando recuperação de créditos, checagem de pagamentos indevidos e eficiência na folha de pagamento. A CEO da Valestrá, Keila Biazon, explica que parte desses créditos deverá ser escriturada até 2026.
Créditos tributários surgem de pagamentos excedentes na cadeia produtiva, como quando o ICMS recai sobre o PIS/Cofins. A extinção do PIS/Cofins a partir de 2027 dá lugar à CBS, com transição iniciada em 2026 sob alíquotas reduzidas.
A agenda de créditos está inserida em soluções de liquidez. Ainda segundo a Valestrá, 14% da demanda entre janeiro e março vieram da Bônus de Adimplência Fiscal, benefício para empresas em dia com o fisco.
Adequação de contratos
Em paralelo, empresas revisam contratos para conter custos diante de mudanças da reforma. A expectativa de alta de alíquotas, especialmente no setor de serviços, levou a reforçar a proteção contratual.
Mesmo sem definição das alíquotas finais, a prática é estimar percentuais para assegurar reajustes. Sem precificação final, a proteção permite ajustar preços conforme houver mudanças efetivas.
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