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Empresas e frentes parlamentares criticam fim da taxa sobre blusinhas

Associações e frentes parlamentares criticam Lula pela extinção da taxa das blusinhas, afirmando prejuízos à indústria, ao varejo e aos empregos nacionais

Empresas e frentes parlamentares criticam governo Lula por fim da taxa das ‘blusinhas’ Foto: Emanuel/Adobe Stock
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  • O governo Lula decidiu encerrar a cobrança da chamada “taxa das blusinhas”, imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50, medida aprovada pelo Congresso em 2024.
  • Associações da indústria e frentes parlamentares criticam a decisão, apontando perda de competitividade para indústria e varejo nacionais; avaliam que pouco deve ser revertido por conta do ano eleitoral.
  • Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, afirmou que não é contra baixar impostos, mas defende reduzir tributos da indústria brasileira.
  • Abit e ABVTEX destacam impactos negativos, como queda de arrecadação, prejuízo a investimentos, empregos e possível desindustrialização; pedem medidas compensatórias.
  • O governo argumenta que a taxa combateu contrabando e zerou o tributo, enquanto entidades apontam que nos primeiros quatro meses de 2026 a arrecadação com importação somou R$ 1,78 bilhão.

A taxa das “blusinhas”, imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50, foi encerrada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, aprovada pelo Congresso em 2024, recebeu críticas de associações e frentes parlamentares ligadas à indústria e ao comércio nacionais.

Indústria e varejo avaliam consequências negativas da revogação, destacando competição desigual com produtos importados. O governo afirma que o fim zerou o tributo e eliminou práticas de contrabando associadas à antiga cobrança.

As frentes parlamentares destacam que a posição do Executivo pode impactar empregos e arrecadação, especialmente em setores de indústria têxtil, varejo e comércio de serviços. O debate ocorre em meio ao calendário eleitoral de 2026.

Reações no Legislativo

Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, afirmou que o governo está sob pressão eleitoral, mas que a prioridade não é reduzir impostos apenas de forma geral. Ele defendeu reduzir tributos para a indústria brasileira, lojas e empregadores locais.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria avaliou que a medida pode enfraquecer a indústria nacional, aumentando a concorrência desleal com empresas sujeitas a alta carga tributária. A nota da frente é de preocupação com o equilíbrio do mercado.

Júlio Lopes, presidente da frente, criticou a dependência de impostos altos para a competitividade e argumentou que produtos importados com tributação zerada prejudicam empregos e produção nacional.

Impactos e perspectivas

A ABIT, entidade que representa a indústria têxtil, emitiu nota de repúdio, afirmando que a decisão penaliza quem investe, produz e gera empregos no Brasil. A associação sustenta que a medida amplia desigualdades entre empresas nacionais e plataformas internacionais.

A ABVTEX, Associação Brasileira do Varejo Têxtil, disse considerar urgente adotar medidas compensatórias. A entidade afirmou que o fim da taxação sobre plataformas estrangeiraspenaliza micro e pequenas empresas, além de favorecer a desindustrialização e a perda de empregos.

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